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Já ninguém distingue titulares e reservistas

Já ninguém distingue titulares e reservistas
• Foto: Paulo Calado

O Benfica abandona Londres vergado ao peso de duas derrotas claras e completamente desatinado com o futuro. Ninguém sabe o que valerá a equipa, porque ainda não há equipa e o treinador não se compromete com o plantel que tem, insuficiente para defender a tripleta de 2013/14. No primeiro dia da Emirates Cup foram cinco os golos sofridos pelo suposto melhor onze, ontem foram mais três com uma espécie de equipa de reserva, que até chegou a parecer melhor do que a primeira, mas acabou igualmente por dececionar.

Consulte o direto do encontro.

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Este torneio londrino, disputado em dias consecutivos, exige equipas de qualidade, com alternativas fortes no banco, e o Benfica não estava manifestamente preparado para assumir uma participação adequada ao estatuto de campeão português. Depois do que fez e de Jorge Jesus ter confessado não saber sequer quais os defesas-centrais que faria alinhar ontem com o Valencia, dificilmente o Benfica voltará a Londres tão cedo, apurado o total de oito golos sofridos e apenas dois marcados.

Como na véspera, o Benfica teve um bom princípio de jogo, mas com uma diferença: Gaitán rematou à trave, frente ao Arsenal, Derley fez mesmo golo ao Valencia. E a equipa ganhou um ânimo que durou perto de meia hora. Bebé nas alas, a esticar o jogo e a desequilibrar o adversário, e João Teixeira em colaboração com André Almeida a darem ordem ao meio-campo, tornaram a reserva num protótipo mais esperançoso. Pura ilusão, porque, apesar de também jogar com uma segunda equipa, bastou o Valencia acelerar a circulação de bola para causar dificuldades. Em minutos consecutivos, só a atrapalhação de Alcácer (32’) e uma boa defesa de Artur (33’) não permitiram que os espanhóis tivessem marcado.

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Franco Jara protagonizou depois duas oportunidades (38’, preferiu assistir... para ninguém; 39’, rematou à barra) para fazer 2-0. Não conseguiu e a segunda parte foi outra história.

A defesa titular escolhida por Jorge Jesus já pedia meças à que participou no campeonato da 2.ª Liga, em 2013/14, e com a entrada de Luís Felipe o “elenco especial” ficou completo. Em cinco minutos, o lateral brasileiro deixou espaço aberto ao Valencia e foi por ali que a reviravolta se construiu. Ficaram expostas as fragilidades de um Benfica que não aguenta tanta diferença de qualidade para um Valencia que fizera entrar André Gomes, Rodrigo e Javi Fuego, numa mudança tática (4x4x2 para 4x3x3) para a qual não houve resposta à altura, por as soluções serem pouco fiáveis.

Nuno Espírito Santo ia construindo a vitória no torneio e para isso muito contribuiu o terceiro golo do Valencia, que nasceu num passe errado de Lindelof e acabou numa defesa mal resolvida por Artur, a remate frontal de Guardado.

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Jesus alterou a equipa e penalizou Luís Felipe com a substituição, injetando mais juventude no meio-campo, ao juntar Talisca e Bernardo Silva a João Teixeira, mas o tempo escoava-se e a esperança de fazer mais com o que tem ficou mais curta.

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