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João Gabriel arrasa Pedro Proença: «Nunca teve nem nunca terá um projecto para o futebol português»

MOBILIZAÇÃO. Pedro Proença sensibilizou entidades pela positiva
• Foto: Federação Portuguesa de Futebol

No rescaldo da polémica com a arbitragem nacional, após a do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem da FPF, João Gabriel reagiu ao caso com acusações a Pedro Proença e Luciano Gonçalves. O antigo diretor de comunicação do Benfica afirma que o atual presidente da FPF "não tem um projeto para o futebol português", tendo apenas um "projeto pessoal", numa publicação no LinkedIn.

João Gabriel acusa ainda o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF de ter "comprado o lugar" quando a APAF, na altura dirigida pelo mesmo Luciano Gonçalves, apoiou a eleição de Proença para a liderança da FPF.

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Leia a publicação de João Gabriel na íntegra:

"Há dois anos que escrevo e sustento, primeiro, que Pedro Proença seria a pior solução para a Federação Portuguesa de Futebol. Depois, quando foi eleito, que seria o pior que podia ter acontecido à FPF. Proença nunca teve, não tem e não terá nenhum projecto para o futebol português. Tem apenas um projecto pessoal em que não cabe mais ninguém!

Era presidente da Liga, mas passou os últimos dois anos praticamente em campanha eleitoral, sustentada com o dinheiro dos clubes. E assim deixou a Liga de rastos financeiramente.

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Chegou à Federação e quis mudar tudo: o nome dos prémios, os Summits, o logótipo e, na verdade, tudo o que viesse de trás. Não porque fosse mau, mas porque vinha de Fernando Gomes, e assim se gastaram alguns milhões.

Luciano Gonçalves só chegou à presidência do CA porque 'comprou' esse lugar com o apoio da APAF à candidatura de Pedro Proença. E não foi caso único. A atual FPF é uma estrutura construída mais sobre relações de lealdade, absolutamente acrítica e submissa, do que sobre critérios de mérito.

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O Conselho de Arbitragem apresentado pela candidatura de Nuno Lobo era mais competente e independente, mas os compromissos 'pagos' por viagens e lugares acabaram por prevalecer sobre a escolha daqueles que estavam mais preparados para a função.

Pelas declarações de Duarte Gomes conclui-se que existiram falhas graves que comprometeram a integridade da competição. A responsabilidade destas não pode ficar circunscrita apenas a Luciano Gonçalves. Numa Federação onde todas as decisões passam por Pedro Proença, é fácil perceber que o presidente da FPF foi envolvido em todas, sejam elas quais forem.

Se Luciano Gonçalves decidir falar, a atual direção cairá, mas o mais provável, porém, é que procure defender-se e, simultaneamente, proteger quem está acima dele. Aliás, já o fez ontem, num comunicado que desafia a Bíblia em extensão, mas também em milagres, porque subitamente “ganhou” virtudes que manifestamente não tem.

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O pior que Luciano Gonçalves pode fazer é desvalorizar a demissão e as denúncias de Duarte Gomes. Vivemos na era digital em que os registos de e-mail, sms ou whatsapp deixam rasto. Não sei se o presidente da CA tem consciência disso.

Na última AG do SL Benfica, sábado, Rui Costa deve ter dado o quadragésimo primeiro murro na mesa, ameaçando agora tolerância zero para quem há uma ano apoiou de forma cega e totalmente irresponsável, ignorando os avisos e a vontade dos benfiquistas.

Só espero que nenhum dos presidentes das associações que passaram quatro dias em Houston, na comitiva federativa, se lembre de mandar erguer um busto - ao que parece já em produção - em homenagem a Pedro Proença, e muito menos ver Rui Costa a aplaudir a inauguração desse busto na Cidade do Futebol.

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Pedro Proença arrisca mesmo cumprir a sua máxima “fazer o que ainda não foi feito” mas não pelas razões imaginadas."

Por Record
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