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Jorge Jesus, o senhor 200 milhões

Jorge Jesus, o senhor 200 milhões
• Foto: getty images

O treinador do Benfica recorre muitas vezes ao verbo transitivo potencializar para passar a ideia dos ganhos do clube feitos em transferências desde que está no cargo. O seu trabalho, sublinha Jorge Jesus, não é só treinar e sim rentabilizar a mão de obra que tem ao dispor.

A questão que se coloca agora que estão no horizonte as vendas de Nemanja Matic, médio pilar da manobra da equipa, e de Rodrigo, avançado utilizado a espaços, que foi figura de destaque no triunfo de domingo sobre o FC Porto, é saber que impacto teve este trabalho do treinador, nascido do bom futebol (muito) e dos títulos (poucos).

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Assim, descartada a hipótese de fazer vendas com base na valorização que o plantel teve por via da excelente prestação na Liga Europa em 2012/13 e nas competições internas, o Benfica revê em baixa oportunidades de negócio que tinha em carteira, em cima do desaire que foi a participação na Liga dos Campeões, que pressiona agora a venda porque o encaixe financeiro previsto na milionária competição não veio.

Jesus divide esse fardo com os futebolistas, mas a potenacialização conseguida continua lá. O valor de Matic, que chegou no verão de 2011, depois de ter sido incluído na transferência de David Luiz para o Chelsea, em janeiro desse ano, passou de 5 milhões para os 25 milhões de que se fala agora que pode render o o seu regresso ao Stamford Bridge, onde José Mourinho o que como patrão do meio-campo.

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É certo, e justo, acrescentar que o valor representa metade da cláusula estabelecida para o internacional sérvio de 25 anos, mas o efeito potenciador de Jesus volta a estar em destaque, como sucedeu no passado erecenetre, desde que o treinador assumiu o cargo, em 2009/10.

Os encaixes financeiros proporcionados por Matic e Rodrigo - cujo valor ainda está por determinar, mas não andará abaixo do que o Chelsea pagará pelo sérvio - serão somados aos 5 milhões de euros que rendeu a venda de Lorenzo Melgarejo ao Kuban Krasnodar, no verão de 2013 - dois anos antes, o extremo paraguaio que Jesus transformou em lateral-esquerdo, custou 750 mil euros.

Assim será compensado o forte investimento no reforço da equipa - o maior que a SAD dos encarnados fez desde a chegada de Jesus ao cargo.

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Deixando sempre de lado fatores extra, como divisão de passes com terceiros e comissões, e contabilizando apenas as principais vendas na era Jesus, o montante dos negócios realizados pelo Benfica é de 182 milhões de euros até setembro de 2013, quando Melgarejo rumou à Rússia - o gastos em compras ficam pelos 130 milhões.

Fruto da desvalorização já explicada e da crise financeira mundial, o Benfica não irá bater o valor recorde que estabeleceu numa venda. Nem Matic, nem Rodrigo, ou mesmo Ezequiel Garay, chegarão aos 40 milhões que o Zenit pagou por Axel Witsel em setembro de 2012. Mas, para Jesus significará o passar a barreira dos 200 milhões de euros.

PRINCIPAIS NEGÓCIOS DA ERA JESUS (em milhões de euros):

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