José Gandarez, vice-presidente do Benfica, fez este sábado, na AG que decorre no Pavilhão da Luz, um ponto de situação da Benfica FM, cerca de sete meses após o arranque do projeto. O responsável salientou a importância estratégica da rádio para os encarnados e admitiu que os resultados negativos registados nesta fase inicial são naturais numa operação em construção.
“Temos dois concorrentes ao nosso lado. Não pode acontecer. Para crescer não basta publicar fotografias. É preciso atrair novas marcas”, afirmou, justificando o investimento realizado na contratação de uma equipa dedicada à produção de conteúdos para várias plataformas.
Gandarez destacou ainda o alcance dos conteúdos já produzidos pela Benfica FM e reconheceu que existem preocupações legítimas em torno das contas apresentadas. Ainda assim, pediu tempo para avaliar o projeto. “O plano de negócios prevê resultados progressivos. Não estão previstas receitas comerciais relevantes nos primeiros dois anos. Os resultados negativos merecem escrutínio, mas não podemos exigir resultados ao fim de alguns meses”, sublinhou.
O dirigente referiu também que a decisão da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) condicionou o desenvolvimento da operação, embora tenha garantido que o projeto nunca esteve dependente dessa circunstância para avançar.
Relativamente ao futuro, Gandarez apontou metas ambiciosas para a área comercial. Segundo revelou, a Benfica FM estima atingir entre 1 e 1,5 milhões de euros em receitas publicitárias no prazo de quatro a cinco anos, objetivo sustentado pela conquista de cerca de 2% da quota de mercado. O responsável defendeu que o crescimento da rádio passará pela consolidação da audiência e pela capacidade de captar anunciantes e parceiros comerciais num mercado altamente competitivo.