Jurásek chegou ao Benfica no verão, proveniente do Slavia Praga, e tem um balanço bastante positivo dos primeiros meses de águia ao peito. Nem tudo foi perfeito, como é o caso dos jogos que falhou devido a lesão, mas reconhece que faz parte de um clube de uma enorme grandeza e onde tudo funciona muito bem. Mas sobre o problema físico, frisa que recuperou de forma mais rápida do que era esperado, elogia as condições que encontrou nesse processo e como sentiu que o seu regresso era desejado: "Tudo é de primeira qualidade, não posso reclamar de nada. Senti como se estivesse em algodão. Normalmente, estava no centro de treinos e reuníamo-nos com a equipa todos os dias. Estávamos em contacto com os treinadores todos os dias, eles sabiam como eu estava. Foi bom sentir que eles queriam-me de volta".
"Sinto-me bem novamente. A lesão durou um pouco mais do que eu esperava. Mas no Benfica garantiram que tudo estava perfeito antes de me deixarem jogar. Já joguei o último jogo no Estoril como titular, sinto-me confortável. A lesão foi complicada, principalmente, porque tive vários problemas no tornozelo ao mesmo tempo. Portanto, era mais difícil tratar do que se houvesse apenas um problema. Graças às condições do Benfica, no entanto, o tratamento foi mais rápido e pude regressar ao campo mais cedo do que os médicos inicialmente esperavam", vincou o defesa, em declarações ao 'Sportz.cz', onde deu conta de como é trabalhar ao lado de um campeão do mundo, como é o caso de Di María: " É uma pessoa completamente normal e um grande jogador de futebol. Sentamo-nos ao lado um do outro durante os jogos fora de casa, porque ele tem o número 11, eu o 13 e ninguém tem o 12. É muito bom. Se eu pedir, ele dá-me conselhos, mas fora isso conversamos com total normalidade. Mas admito que é bom sentar ao lado dele. Uma pessoa fica imediatamente mais calma quando tem um jogador assim ao lado".
No final do mercado de transferências, Jurásek ficou a saber que também teria de enfrentar a concorrência de Juan Bernat, jogador experiente e que chegou cedido pelo PSG. Mas o lateral checo vinca que a concorrência com o espanhol é bastante saudável: "É competição, mas é bem-vinda. É bom para mim e para ele competirmos. A presença dele pode ajudar-me, pois é um jogador com carreira longa e muito talentoso. Tenho um bom relacionamento com ele, até enviamos mensagens aos domingos", anotou o jogador, que está, também, a tentar evoluir no português:
"Estou a fazer progressos, mas provavelmente não tanto quanto esperava. Já conheço as instruções do jogo e do futebol, mas provavelmente não me atreveria, por exemplo, a fazer um pedido em português num restaurante. Talvez conseguisse pedir, mas se o empregado respondesse, ainda não conseguiria dar conta da conversa. O português é uma língua difícil mas acho que estou a melhorar e acredito que aprenderei em breve".