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Luís Filipe Vieira assumiu que a sua família tem sofrido nos últimos tempos com o momento do Benfica, que tem levado a muita contestação e até ameaças. Ainda assim, o presidente das águias deixa claro não ter medo.
"Tenho 20 anos de muito sacrifício. A minha família tem sofrido. Não vão brincar mais. Se continuarem, vou denunciar muita gente. Aqui ninguém assalta. Em cada três benfiquistas, dois votaram em mim. Agora chega-se ao luxo de dizer 'morre', 'família morre'. A mim já não me amedrontam. Já me chegou assaltarem a casa duas vezes. Aquilo que faço é o caminho certo. Aquele que vier a seguir a mim tem de pensar sempre nisto. Nunca mais a família vai ter descanso, vai passar por ladrão ou homem das comissões. Não merecemos a atitude que alguns benfiquistas estão a ter. Ou o Benfica está unido ou não vai a lado nenhum. Nunca ataquei nenhum presidente do Benfica nem ninguém. Não vim para falar mal dos outros. Tenho feito esse trabalho. Ouvir pessoas. Não tenho o Jorge Brito a dar-me dinheiro. Tenho de inventar o dinheiro. Cumprimos com toda a gente. Quatro meses depois de ganhar estas eleições, será possível este caos todo?", questionou o presidente das águias.
Voltando à formação, Vieira deixou uma garantia "Felizmente para o Benfica está outra fornada a sair. Essa fornada tem de vir para cá cima, como o Florentino e o Gedson têm de regressar. Foi bom esta crise ter sucedido para reavivar a memória aos benfiquistas."
Por outro lado, Vieira abordou ainda a questão financeira. "A única antecipação de receitas foi a que prometi que foi usar parte do dinheiro do contrato da NOS para liquidar a dívida do Benfica. Tenho cumprido escrupulosamente. O Benfica tinha pago tudo ao sistema financeiro. Quando tínhamos uma dívida de 380 milhões, o Benfica foi o único clube português a pagar. Tem o empréstimo obrigacionista e vai cumpri-lo. Antecipámos receitas para pagar a dívida ao BES, que salvo erro, era de 110 milhões de euros. Recuperámos o estádio para nosso nome e liquidámos o Project Finance. Prefiro que o Benfica seja penalizado mas o estádio fica em nosso nome. Não está nada hipotecado. Aquilo que antecipamos é do contrato da NOS. Quando vendemos um jogador, vendemos, por exemplo em dezembro, já está contabilizado. Se eu quiser transformar aquilo em dinheiro, transformo. Mas isso não é antecipar receitas, é uma questão de tesouraria. Não tenho antecipação de receitas sem ser a situação do estádio. Se houver mais um ano de pandemia, não sabemos. No dia em que normalizar, é o nosso clube que vai recuperar mais depressa."
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