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Maxi canhoto à força

“Foi um bom golo”, diz, com o ar mais natural deste Mundo e sem assombro, o seleccionar do Uruguai, Oscar Tabárez, comentando o golaço de Maxi Pereira, que encantou a plateia da Luz no jogo com o AC Milan. “Para mim, não foi uma surpresa. Tem marcado muitos na selecção”, adianta o técnico.

O remate de meia distância é, aliás, uma das qualidades mais destacadas por quem melhor conhece o camisola 14 das águias. “Ele pega bem na bola. No Uruguai, marcou alguns golos similares de meia distância, quer quando jogava na direita, quer na esquerda”, certifica Jorge da Silva, treinador do Defensor Sporting, anterior clube do futebolista.

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300 mil euros em caixa

Embora destro, marcar de pé esquerdo não é novidade. Ainda criança, Maxi Pereira tornou-se canhoto por influência do pai, Elvio Pereira, antigo futebolista, falecido há 10 anos.

“O Maxi jogava muito bem com o pé direito. Mas o pai queria que ele também utilizasse o esquerdo. Então, colocava o sapato do pé direito no esquerdo”, explica a mãe do defesa/médio benfiquista, Nelly Pereira, eufórica com o golo que o filho marcou ao campeão europeu. A família – mãe e irmãos – reuniram-se para ver o jogo.

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E não custa adivinhar o alvoroço em que se transformou aquela casa do bairro do Prado, em Montevideu, a partir do minuto 20. “Foi uma grande festa. Gritámos ‘Viva Maxi’. Ficámos contentíssimos”, refere a mãe, que viria a falar, por telefone, com o jogador. “Ele está muito feliz em Portugal e sente-se bem tratado pelas pessoas.”

A verdade é que a perseverança de Elvio Pereira, que nunca chegou a profissional, já começou a render. Depois de ter facturado ao Boavista, também de pé esquerdo, Maxi marcou o golo que permitiu aos encarnados empatarem com o AC Milan e, consequentemente, embolsarem 300 mil euros.

Mais informação na edição impressa de Record

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