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Onze para campeonato avistado em Portimão

Onze para campeonato avistado em Portimão

Onze à vista para o Benfica! Jorge Jesus tem praticamente definido o traje que irá apresentar na primeira jornada da Liga, diante do Marítimo. Essa é a ideia que se extrai do ensaio com o Peñarol, em Portimão, que terminou sob o signo do empate, resultado penalizador para o futebol agradável que a águia chegou a praticar.

Consulte o direto do encontro.

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Jorge Jesus lançou um conjunto bem forte, bastante semelhante ao da época transata. Provavelmente, um esboço adiantado daquele a que irá recorrer no Funchal. Uma das dúvidas quanto a esta questão prende-se com os laterais, dado que Sílvio e Cortez têm uma concorrência interna bastante forte, Maxi e Melgarejo. A outra relaciona-se com Garay. Será que ainda cá estará no início da prova? Seria um forte soco no estômago da águia se abandonasse a Luz.

Gaitán evoluía à esquerda e Salvio à direita, enquanto o miolo ficava entregue à dupla tradicional, Matic e Enzo. Markovic funcionava como segundo ponta-de-lança (um falso 10), apoiando Lima. O Benfica tinha, assim, apenas três reforços no onze – Sílvio, Cortez e Markovic –, o que lhe permitia apresentar uma enorme fluidez nas movimentações. O futebol era agradável q.b.. Disposta no terreno em 4x4x2, quase toda a “trupe” sabia o que fazer à bola – jogava praticamente de olhos fechados –, facilitando a vida aos recém-contratados. Bastava-lhes seguir a cartilha, embora se notasse, em termos gerais, uma natural falta de intensidade. É caso para dizer: será assim no futuro... mas mais rápido!

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Génio de Lazar

A equipa da Luz cedo tomou a iniciativa de jogo, instalando-se no meio-campo do Peñarol e aí procurando desenhar desequilíbrios, tanto pelas alas como por movimentos de rutura interiores. Um dos que mais se evidenciou neste último capítulo foi um dos recém-contratados, Lazar Markovic, que voltou a deixar um bom cartão de visita. Oseu génio promete gerar bastantes dividendos. Pensa e executa de forma rápida e... desconcertante para os adversários. Ogolo do Benfica nasceu num desses rasgos do sérvio, perfeitamente assistido por Gaitán. Que parceria está já em gestação! Em xeque ficou a anunciada titularidade de Djuricic.

Uma lacuna ficou evidente, a ausência de uma referência na área, de um... Cardozo. Lima ou Rodrigo sozinhos não dão conta do recado. Ou regressa o original ou se encontra uma réplica, caso contrário a bola tende a afastar-se da zona de rigor, numa altura em que o arranque da Liga está à distância de três semanas.

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Permeabilidade

Outra lacuna foram de novo as momentâneas desconcentrações defensivas. Se no que toca à agressividade na captura da bola já o Benfica atingiu uma fasquia aceitável, o mesmo não se pode dizer no que respeita às movimentações junto à zona de rigor, a que não será alheio o facto de o quarteto ter tido ontem dois “intrusos”, comparativamente ao de 2012/13. O golo do Peñarol nasceu de um “buraco” nas imediações da área. A maré de substituições acabou com o jogo.

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