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José Pereira da Costa, presidente da MAG do Benfica, mostra-se incrédulo com a queixa apresentada pela APAF a Rui Costa e ao clube da Luz devido às críticas dirigidas à equipa de arbitragem do Famalicão-Benfica. O dirigente encarnado, quando questionado pela televisão do clube, sobre essa possibilidade, respondeu com ironia e pede medidas imediatas.
"Seria irónico, trágico, mas também seria o cúmulo da desfaçatez, se perante o que se passou no sábado, se punisse o presidente do Benfica e não quem errou: O árbitro e o VAR. O que a APAF tem a responder é o que tem a dizer a quem gosta de futebol, não só aos benfiquistas, o que tem a dizer sobre o que se passou no sábado", destacou Pereira da Costa, que, sem surpresa, se colocou ao lado das críticas de Rui Costa: "O foco da APAF pode ser a defesa da classe da arbitragem, mas nem sequer essa defesa é feita. Ao não responder ao que se passou no sábado, tirando o foco do erro, e colocando-o nas palavras do presidente que exteriorizou o sentimentos de benfiquistas. Todos os benfiquistas se revêm no eco do presidente. Fez muitíssimo bem, pegando num erro que todos viram, o presidente deu eco ao sentimento de todos os benfiquistas e perguntou porque é que aquilo tinha existido. E disse que os campeonatos são para ser decididos por quem está dentro de campo e não por erros, como aquele que se viu no sábado. O presidente focou no erro, porque foi o que se passou."
Perante este dado, Pereira da Costa considera que são necessárias mudanças na arbitragem e apela a um novo modelo. Mas, para já, pede uma medida imediata: "Temos ainda 2 jornadas por disputar. Defendemos, no âmbito da credibilização do setor - pois não queremos internacionalizar o erro, queremos internacionalizar o produto -, defendemos medidas concretas e imediatas: A publicação aos áudios é essencial para percebermos o que se passa naquele minuto na análise daquele episódio. Perceber critérios de avaliação e depois a avaliação dos árbitros é essencial. Estamos num país e sociedade em que todas as atividades são suscetíveis de escrutínio, não faz sentido que num fenómeno como o do futebol esse escrutínio não seja público, visível Que as últimas duas jornadas sejam disputadas sobre o signo da tranquilidade Para que tudo se passe dentro das 4 linhas, com técnicos, jogadores, a decidirem os resultados finais. O Benfica tem vindo a bater nesta tecla ao longo dos tempos. Desde o fim da época passada o Benfica tem exigido e afirmado que a credibilização da arbitragem tem de ser feita por estas medidas. Que sejam realizadas já no final desta época e também para o futuro. Para que torne as coisas mais cristalinas."
Pereira da Costa considera que a arbitragem necessita de "rigor, credibilidade, fiscalização, profissionalismo e formação", mas não entende porque é que divulgação dos áudios entre árbitro e VAR deixou de acontecer. No entanto, aponta o dedo a Gustavo Correia: "Dois erros que nos custaram 4 pontos com o mesmo árbitro. Daí a perplexidade e surpresa. O que a APAF tem para dizer é que o presidente tem de ser punido e não olhar para a consequência dos atos dos árbitros? É a própria arbitragem que fca em causa com erros daquele tamanho. As palavras do presidente foram certeiras e demonstraram o que se passou no campo. As imagens não têm duvidas, não geram nenhuma dúvida. Há um erro primário e o VAR, que serve exatamente par corrigir esse erro primário, não corrigiu. Onde estão as comunicações que nos permitem perceber o que se passou?", questionou, tendo ainda pedido maior escrutínio a quem gere a arbitragem portuguesa: "Quem gere o modelo é que tem de ser responsabilizado pela gestão do modelo. Estes corpos dirigentes foram eleitos há ano e meio e têm de ser responsabilizados pelo que se passa na arbitragem. Esse modelo de gestão deve ser auditado e fiscalizado."