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Aos 35 anos, Petit regressa ao Boavista para terminar a sua carreira, recorda o ano do título e não põe de parte a possibilidade de um dia ser dirigente do clube ou até treinador. Depois de um ano a recuperar de uma lesão grave, o médio que também foi campeão no Benfica e que somou mais de 50 internacionalizações, termina como começou: nos relvados secundários
RECORD – Como analisou o incidente entre o Luisão e aquele árbitro alemão?
PETIT – Na Alemanha é um bocado diferente. Recordo um nosso jogo com o Bayern Munique, na última jornada da Liga, quando faltavam poucos minutos para o fim e os adeptos incendiaram as redes e estavam a tentar entrar. O árbitro acabou logo com o jogo e o Colónia ainda estava a lutar por não descer. Noutro jogo, um adepto atirou um copo plástico com cerveja e este acertou nas costas do bandeirinha e o jogo terminou logo. Na Alemanha este tipo de incidentes têm uma resposta rápida, há multas e perdem-se pontos. Os árbitros não facilitam.
R – Os jogadores do nosso campeonato é que estão mal habituados?
P – Os árbitros são muito rigorosos. Foi o que aconteceu neste caso. Acredito que o Luisão não teve a intenção de derrubar o árbitro e que até queria proteger a equipa, mas a verdade é que os árbitros alemães são assim. Eu uma vez fui expulso por insultar o árbitro, logo no meu primeiro ano na Alemanha.
R – Em alemão?
P – Não, em português. Mas eles foram ao Google tradutor e levei 5 jogos de castigo.
R – Voltou a repetir a gracinha?
P – Nunca mais. Boca calada.
Leia a entrevista na íntegra na edição impressa de Record desta terça-feira