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Poborsky, o «anti-leão»

BENFICA terminou o campeonato com uma exibição frouxa frente ao eterno rival. Valeu a prestação individual de Poborsky, que termina a época a respirar frescura física, certamente pelos longos períodos que Souness o fez passar no "banco". Não fora ele, ontem, com a sua exibição, e o Benfica teria repetido o 4º lugar de há 58 anos...

OVCHINNIKOV -- Os três golos que sofreu não diminuem a sua boa exibição. Além de não ter tido neles qualquer responsabilidade, eram todos indefensáveis. Fez duas defesas espantosas a evitar o terceiro e quarto golos do Sporting, a remates de Pedro Barbosa, aos 57', e de Delfim, aos 82', entre outras de menor grau de dificuldade.

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ANDRADE -- Saiu-lhe a fava do bolo: Simão! Sentiu algumas dificuldades, até porque não tem a velocidade de ponta do leãozinho, e não pôde contar com de apoio de Poborsky, muito balanceado para as acções ofensivas. Mesmo assim, evitou em duas situações o 2º golo do Sporting, em dois desarmes “in extremis” aos pés de Simão (13') e Acosta (39').

TAHAR EL KHALEJ -- Não é um jogador talhado para a marcação directa [veja-se o que sucedeu nas Antas a marcar Jardel]. Desta vez marcou Iordanov e o búlgaro assinou os dois primeiros golos, ganhando claramente o duelo. Muito lento e faltoso.

PAULO MADEIRA -- Os dois centrais do Benfica jogaram "sem rede", quando estão habituados a jogar com um deles a sobrar. E no meio-campo não houve quem desse a cobertura necessária, o que nos leva a dizer que, ontem, Michael Thomas tinha dado um jeitão. Paulo Madeira é mais rápido que Tahar, mas não é especialmente rápido, e não houve quem fizesse o contraste. Perdeu e ganhou lances a Acosta.

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BRUNO BASTO -- Uma boa arrancada, aos 27', à linha, a bater Saber e... pouco mais. Não se viram, ontem, as suas explosões, talvez condicionado pela necessidade de fechar o seu flanco. E defender já se sabe que não é o seu forte... Como agravante, viria a ser expulso pouco depois de Marcos, não permitindo que a sua equipa explorasse a situação de superioridade numérica.

CALADO -- Falta-lhe cultura táctica para desempenhar o lugar específico de que Shéu o incumbiu. Sendo muito mais móvel que Thomas, não possui a mesma noção dos espaços e dos terrenos que deve pisar. Ontem, "esqueceu-se" algumas vezes de cobrir ao meio as entradas de Duscher e Pedro Barbosa. Esforçado.

KANDAUROV -- Shéu deixou-o jogar mais solto, como ele gosta, e fez uma excelente primeira parte. Marcou um golão do meio da rua e esteve quase a repetir a graça. Depois do intervalo, caiu de produção e o meio-campo encarnado "esvaziou-se".

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LUÍS CARLOS -- Impressionou, seguramente, Juup Heynckes, na primeira meia hora, com pormenores de gabarito. Mas foi perdendo gás, gradualmente, para "borrar a pintura" aos 75' com um alívio defeituoso que originaria o terceiro golo leonino.

JOÃO PINTO -- Nunca joga mal quando defronta o Sporting. Ontem, criou vários problemas à defesa leonina, com a sua mobilidade e técnica individual. Mas voltou a falhar na finalização.

NUNO GOMES -- Voltou a fazer o gosto ao pé (terceiro golo) e teve participação activa no segundo, de Poborsky, excelente a amortecer a bola e a tocá-la para o espaço vazio com conta, peso e à medida do pé direito do checo. Deu trabalho a Beto e mostrou bons pormenores.

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CADETE -- Desta vez, Beto não esteve pelos ajustes. Em pouco mais de dez minutos era difícil fazer melhor.

HUGO LEAL -- Entrou na mesma altura de Cadete. Não deu sequer para "apanhar" o ritmo do jogo, mas esforçou-se.

JOÃO CARTAXANA

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