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Presente de Natal nunca chegou tão cedo

Presente de Natal nunca chegou tão cedo

Desde a chegada de Jorge Jesus que o duelo entre Benfica e FC Porto tem sido aceso no topo da tabela. Em cinco anos, a balança pendeu três vezes para o lado da Invicta e duas para a capital. Um dia depois do clássico, e sendo que ainda é cedo para futurismos, há apenas que constatar factos, e esses não mentem: o Benfica de Jesus nunca desperdiçou uma tão grande vantagem no campeonato para o rival do norte.

A vitória de domingo no Dragão ampliou o fosse entre as duas equipas para seis pontos à 13.ª jornada, algo que nunca tinha acontecido estando as águias na liderança. De facto, olhando para as temporadas 2011/12 e 2012/13, águias e dragões estavam em igualdade pontual ao fim de 13 jogos e ocupavam os dois primeiros lugares. Benfica e FC Porto tinham também os mesmos pontos na 13.ª jornada da primeira época de Jorge Jesus na Luz, ainda que fosse o Sp. Braga a comandar a tabela nessa altura.

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Vantagens ao ar

Dos três campeonatos que o treinador do Benfica perdeu para o FC Porto nos últimos quatro anos, há um que se pode excluir imediatamente da constatação seguinte, que aborda as reviravoltas: o de 2010/11. Nesse ano, os pupilos orientados por André Villas-Boas cedo cortaram a esperança ao Benfica de revalidar o título.

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Nas duas temporadas seguintes, o histórico mostra outro cenário. Benfica e FC Porto protagonizaram campeonatos equilibrados, mas que ficaram marcados por algo comum: a águia voou mais alto… até começar a cair. Foi assim em 2011/12, quando os comandados por Jesus seguiam com cinco pontos de avanço à 18.ª jornada. Deu-se então o descalabro: perderam em Guimarães (0-1) na 19.ª ronda, empataram em Coimbra na 20.ª (2-2) e sucumbiram em casa frente ao rival direto na 21.ª (2-3).

VANTAGENS DESPERDIÇADAS

Em 2012/13, a vantagem era mais magra (quatro pontos), mas restavam apenas nove para disputar na Liga. Na ronda 28, o Estádio da Luz encheu-se de espectadores e desilusão, no empate com o Estoril a um golo. O FC Porto ficava apenas a dois pontos, antes do clássico. A jornada seguinte, penúltima do campeonato, trouxe o famoso golo de Kelvin, que praticamente carimbou o tri para os dragões.

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Mais pontos em disputa

Apesar de todas as comparações apresentadas com os cinco anos anteriores, a verdade é que 2014/15 apresenta um fator que não existia nos seus antecedentes: 34 jornadas. A inclusão do Boavista no escalão máximo trouxe mais jogos e, por consequência, mais pontos em disputa. Assim, enquanto nos outros quatro anos de Jesus faltariam disputar 51 pontos, ao passo que este ano há 63 para conquistar. São mais 12 pontos que o FC Porto tem para recuperar, o Benfica para segurar e os restantes para se intrometerem.

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