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"Nunca desisti. Tentei continuar a trabalhar e a fazer as coisas com um sorriso no rosto, sabendo que a minha chance viria. Agora estou num bom momento". É assim que, olhando para trás, Raúl Jiménez observa a sua carreira desde o América ao Wolverhampton, com passagens nas quais ficou com sensação agridoce tanto no Atlético Madrid como no Benfica. Dois clubes nos quais, assume, não jogou tanto quanto queria.
"Passei três épocas no Benfica em busca de entrar no onze inicial. Por vezes conseguia, outras não. Por vezes as lesões impediam-me. Por vezes os avançados que lá estavam marcavam em todos os jogos e eu não conseguia jogar. Passei quatro anos da minha carreira, um no Atlético e três no Benfica, a pedir por mais. Queria mais minutos. Sabia que podia jogar mais", explicou o avançado, numa longa entrevista à Sky Sports na qual assume ter a sensação de que deixou na Luz uma boa imagem: "Sinto que as pessoas do Benfica têm boa impressão minha".
Para trás, durante a passagem pelas águias, ficou uma proposta milionária da China, da qual o mexicano voltou a falar. "Foi uma decisão complicada, porque eram muitos milhões. Mas sabia que não era a altura correta para tomar a decisão de praticamente acabar a minha carreira. Estar na China não é a msma coisa de estar cá na Europa. Creio que tomei a melhor decisão", assumiu.
De olho no cenário atual, Jiménez fala da estranha situação de, com um calendário bem mais preenchido, se lesionar mesmo do que quando estava no Benfica. "Talvez estivesse pronto para isto. Tive algumas lesões no passado, mas talvez fossem por não estar a jogar o que precisava. Não competia tanto como os meus colegas e talvez por isso surgissem esses problemas", concluiu o dianteiro, que até ao momento apontou 22 golos em 44 jogos.
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