Ricardo Palma: «Há tempo mais do que suficiente para recuperar a fadiga»

O ciclo de jogos que o Benfica tem para disputar leva a que a recuperação posso não ser a desejada para que os jogadores estejam a 100 por cento para encarar os encontros de várias competições. Ainda assim, Ricardo Palma, especialista contactado por Record, garantiu que há tempo suficiente para que as condições dos encarnados estejam reunidas, mesmo com a equipa a precisar de operar três reviravoltas no último mês.

"As dimensões física, tática, técnica e psicológica são o que determinam a preparação dos jogos no futebol. O Benfica demonstra ser uma equipa ofensivamente muito perigosa cada vez que acelera o seu ritmo de jogo e a capacidade que tem para recuperar de resultados adversos é um sinal da excelente aptidão física e emocional desta equipa e isso traz alento a qualquer balneário. No trabalho de preparação para um jogo há que ter em conta vários fatores, tais como a duração do microciclo semanal, o número de jogos nessa semana e a fase da época em questão. Em ambas as situações ocorreram jogos a meio da semana o que já por si requer um maior cuidado na recuperação. O facto de ser uma competição diferente dá uma margem para poupar jogadores e gerir a fadiga. Sabemos que houve um espaço de três dias entre o jogo com o Rio Ave e o jogo com o Sporting em que o rendimento da equipa não parece ter caído, muito pelo contrário. Agora para o jogo com o FC Porto há um espaço de quatro dias para recuperar os jogadores e preparar a partida, o que dá tempo mais do que suficiente para recuperar a fadiga e os danos musculares que normalmente não duram mais do que 72 horas", começou por explicar o fisiologista que já trabalhou no Benfica LAB.

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Palma aprofundou ainda mais o pensamento sobre a atualidade encarnada, sublinhando que "o trabalho de preparação física certamente é muito pouco ou nenhum" numa semana de um clássico.

"A meu ver, a preparação do jogo não vai ser afetada por essas circunstâncias e o rendimento dos jogadores vai estar no máximo, ainda para mais tendo em conta que é um jogo com um índice motivacional extremamente elevado. Nesta fase da época desportiva já são muitos os jogos nas pernas e as qualidades físicas já estão adquiridas, sendo o trabalho de recuperação física a assumir um papel fundamental. Cada atleta é um atleta e esse trabalho de recuperação é determinado de acordo com o seu feedback. A visão tem de ser holística, perceber se estão a dormir bem, se estão devidamente hidratados e se a intensidade do jogo e dos treinos está a ser suficientemente elevada para justificar um trabalho de recuperação mais específico. Existem inúmeras estratégias para avaliar o estado físico e emocional dos atletas. Depois é com base nessas ferramentas e com um trabalho multidisciplinar que se garante que os jogadores cheguem frescos ao jogo. Nestes jogos decisivos, e principalmente nos clássicos, a semana certamente é de grande envolvimento, foco e determinação podendo a equipa concentrar-se mais nos aspetos técnico e táticos, na análise do adversário, treino mental e numa recuperação completa. O trabalho de preparação física certamente é muito pouco ou nenhum", vincou.

Por Flávio Miguel Silva
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