_

Rui Costa: «Com a venda do Gonçalo impedimos as saídas de Neres, Morato, Florentino e Musa...»

• Foto: Luís Branca

Rui Costa, presidente do Benfica, explicou, em entrevista à BTV, a estratégia delineada pelas águias neste mercado de transferências, no qual foram contratados Di María, Kökçü, Jurásek, Arthur Cabral, Trubin e Bernat.

"A estratégia delineada é, efetivamente, seguir o que fizemos desde o ano passado, alimentar uma estratégia criada a quatro anos, o tempo do meu mandato, que visa essencialmente a parte desportiva. Reforçar de ano para ano as nossas equipas, neste caso a nossa equipa principal, baseando-nos naquilo que já tinha referido o ano passado, numa maior qualidade, num número mais reduzido de ativos do que tínhamos quando entrámos, privilegiando a parte desportiva e procurando todos os anos e mercados de transferências conseguir reforçar a equipa com elementos que consideramos essenciais para a equipa e que venham colmatar algumas debilidades que a equipa possa ter. Esta foi a estratégia tomada para este mercado, após um último mercado de verão em que tivemos de remodelar muito da equipa que iniciou a época passada. Este ano essa remodelação não era tão evidente, era dar continuidade e procurámos nas posições chave reforçar todos os setores. Evidentemente, balanceando com a estratégia financeira, salvaguardando o nosso clube desse ponto de vista. Acredito que foi um mercado muito positivo e que nos deixa numa condição privilegiada para lutar por todas as competições. Era isso que tínhamos como objetivo e é esse caminho que temos de seguir", referiu o dirigente máximo das águias, negando que o clube gastou dinheiro em reforços de forma excessiva.

PUB

"Depende de como quisermos analisar as situações. Inicialmente, porque veio o Di María, o Kökçü, veio o Jurásek foi dado como notícia que o Benfica estava a gastar de forma exagerada. Depois, saiu o Gonçalo Ramos e ficou a ideia que o Benfica afinal estava a desinvestir. É como cada adepto ou comentador quiser ver a situação. Desde o primeiro minuto do mercado tudo foi ponderado, equacionado e o que gastámos foi o que podíamos gastar e o que vendemos foi o que tivemos oportunidade de vender. Tivemos um balanço extremamente equilibrado, sempre com a vertente – e vou repetir sempre isto – de reforçar o nosso clube e a nossa equipa. É com essa consciência que chegámos ao final do mercado. E por isso digo que foi um mercado muito positivo", sustentou.

Questionado sobre se o facto de o Benfica não ter vendido mais jogadores por grandes valores, à exceção de Gonçalo Ramos e Enzo Fernández, para privilegiar a vertente desportiva, Rui Costa foi taxativo, tendo destacado a importância da venda do internacional português.

PUB

"Evidentemente. Aqui posso separar essa questão em vários itens. A saída do Enzo já está mais do que falada. Este ano fizemos a venda do Gonçalo Ramos pelos valores que se conhecem – 65 milhões mais 15 milhões em objetivos -, transferência que pode chegar aos 80 milhões de euros. Eu bem sei que cada adepto do clube sofre com a saída de um jogador titular, jogador influente. Não sofre menos quem tem de fazer essa venda. O Gonçalo foi extraordinário a época passada, é um jogador da formação, fez a carreira que fez aqui, não muitos anos, mas o que fez, fez bem, pelo que nos custa muito perder um jogador como o Gonçalo. Todos os anos e todas as janelas se discute a saída de um ou outro jogador. Percebendo a tristeza do adepto perder um jogador titular tem de haver a convicção que não há clube em Portugal que possa manter as suas contas, pagar ordenados, sem a venda de jogadores. É quase inútil discutir isto todos os anos. Não se pode viver sem [vender]. Uma venda tem de ser feita. A venda do Gonçalo permitiu essencialmente que outros jogadores se mantivessem no plantel, jogadores importantíssimos, preferindo nós a venda mais cara. Com uma venda só impedimos com toda a certeza a saída do Neres, do Morato, do Florentino, do Musa, tivemos propostas para o António Silva, para o João Neves. Esta venda permitiu essencialmente apontar aos aspetos positivos, salvaguardando os financeiros, mas essencialmente na vertente desportiva. Caso contrário trocaríamos esta venda para fazer quatro, pelo mesmo valor. Dizem que vendemos o Enzo, não precisaríamos de outras vendas. Aquilo que é feito no ano transato, em termos de exercício de clube finaliza a 30 de junho. Nada tem a ver se tínhamos capacidade financeira. A venda do Gonçalo Ramos permite-nos poder chegar até ao final da época sem ter a obrigatoriedade de vender mais nenhum jogador. E foi esta estratégia que utilizámos. Leva-nos a não ter de fazer mais venda nenhuma para poder afrontar o ano e o exercício financeiro", vincou.

Por Record
Deixe o seu comentário
PUB
PUB
PUB
PUB
Ultimas de Benfica Notícias
Notícias Mais Vistas
PUB