_
O internacional grego Andreas Samaris foi protagonista de uma ótima estreia pelo Benfica, apresentando-se pleno de força e disponibilidade física, o que contribuiu para que se impusesse sem dificuldade nos duelos corpo a corpo e para o impressionante registo de 11,65 quilómetros percorridos.
Utilizado como médio-defensivo, exibiu uma perceção extremamente rápida, face ao pouco tempo de treino, daquilo que Jorge Jesus pretende na posição-chave do seu sistema. Sempre pronto a baixar para o espaço entre os centrais ou a abrir sobre o centro-esquerda, ficando Jardel ao centro, permitiu uma saída limpa a três na primeira fase de construção dos encarnados, mesmo nas fases em que os sadinos procuraram pressionar de forma mais incisiva, permitindo a subida dos laterais, sempre disponíveis para oferecerem largura, e a deslocação dos alas para espaços interiores, aspeto em que Gaitán se revelou decisivo, como atestam o primeiro e o quarto golo dos campeões nacionais.
Se é certo que optou por jogar simples e sem grande risco – Luisão, Jardel e Enzo foram os principais destinatários das suas entregas –, o que contribuiu para uma percentagem de acerto no passe de 89,3%, números ligeiramente superiores aos que apresentava no Olympiacos, não deixou de procurar solicitações através de passes médios, muitas vezes a 1/2 toques, e longos, ainda que nestes com baixo acerto (2 em 7, mas apenas um despropositado).
Mesmo abdicando de assumir ações de condução e de penetração com bola no meio-campo adversário, não se coibiu de procurar o drible e criar desequilíbrios em espaços curtos, para depois optar pela decisão mais simples e inteligente: entregar a bola jogável.
No capítulo defensivo, exibiu as habituais dificuldades na agilidade e na reação a acelerações dos adversários, patentes nas quatro situações em que foi batido no 1x1, mas conjugou a habitual eficácia no desarme e nos duelos aéreos com enorme sagacidade em ações de antecipação/interceção: 20 recuperações, 16 das quais completas.
Apesar de ter subido nos lances de bola parada, sem qualquer intervenção direta, mostrou-se tímido nas aproximações à área adversária. Na primeira parte, tentou uma finalização de fora da área – muito desenquadrada –, juntando, nos últimos minutos da partida, duas ações de penetração sem bola, quando a entrada de Cristante permitiu que se adiantasse para a posição 8.