Em entrevista ao portal World Football Index, Scott Minto lembrou os passos dados na sua carreira e assumiu que a passagem pelo Benfica foi aquela que mais orgulho lhe dá. Na altura contratado ao Chelsea, em 1995, o agora comentador da Sky Sports assume que tudo nas águias o impressionou, a começar logo pelo primeiro treino, com uma multidão nas bancadas.
"Vejo o Benfica como o maior feito da minha carreira. Ir para o estrangeiro, para um dos maiores clubes da Europa e certamente o maior de Portugal. Estavam cinco mil no nosso primeiro treino, 80 mil no nosso jogo de pré-época com a Lazio, o que foi absolutamente incrível, porque basicamente era o jogo de apresentação dos reforços. Quando vais para fora não sabes bem o que vai acontecer. Obviamente que não aprendi a falar português na escola, ainda que sempre tenha gostado de línguas e sempre tenha admirado quem fala inglês mesmo não sendo a sua língua", começou por dizer.
"Primeiro de tudo queria fazer bem as coisas em campo, mas depois queria aprender a língua. Não diria que falo fluentemente, mas consigo safar-me e creio que isso me ajudou imenso, tanto no clube, mas também na adaptação. Olho para essa altura, tinha saído de ganhar a Taça de Inglaterra, mas ia para lá a pensar que não conhecia ninguém, não sabia falar a língua... Foi uma oportunidade fantástica, que provavelmente não me surgiria novamente, especialmente para jogar num dos maiores clubes da Europa. Tenho a dizer que correu ainda melhor do que esperava. Sinto que me adaptei muito bem no balneário", assumiu.
Minto lembrou ainda um grave problema físico que travou a sua afirmação e uma possível mudança para Espanha. "Mantive a forma que trazia da época anterior e estava sempre a jogar na equipa principal. Lembro-me de me terem dito que o Valencia vinha para me contratar, mas ao fim de três jogos lesionei-me gravemente e estive fora por quatro meses. Não ouvi mais nada sobre isso, mas sendo sincero havia uma parte de mim que não queria ir para o estrangeiro e começar tudo de novo. Estava feliz. Quando recuperei, o Graeme Souness era o treinador e adorei jogar com ele. Fizemos uma boa sequência de jogos. Mesmo não tendo sido campeões, fomos segundos e garantimos o apuramento para a Liga dos Campeões. Joguei lá e fiz grandes amigos. Fora do campo, viver em Portugal... o clima era fantástico. Foi um período muito bom na minha vida e foi mesmo o meu maior feito na carreira ter sido bem sucedido no estrangeiro", concluiu o jogador, que em 1997 deixou as águias para voltar a Inglaterra.
Por Fábio LimaAcompanhe todas as incidências do encontro da final da Taça de Portugal de futsal
Fifó marcou o único golo da partida no Multiusos de Gondomar
Conhecidos adeptos das águias avaliam exibição
Ivanovic soma quatro golos como suplente
Leões já ergueram o troféu em voleibol e basquetebol e ainda vão estar na decisão em futebol, andebol, futsal e hóquei em patins
A entrevista foi moderada por Record mas conduzida pelo médio formado no Sporting
Antigo internacional colombiano estudou medicina dentária antes de ser jogador de futebol
Homem terá amealhado, ao longo de cinco anos, mais de 14 milhões de euros em receitas
Para assinalar os 52 anos do "dia inicial inteiro e limpo", Record desafiou Pacheco Pereira e Francisco Geraldes para uma conversa sobre liberdade, política e desporto antes e depois da Revolução
Português em destaque no triunfo no Tianjin Jinmen Tiger