Tudo vai depender da escolha de campo, antes do início do jogo, mas quando o Benfica, no "derby" desta noite, atacar para o lado da Superior Norte, bancada onde estarão as três claques do Sporting, o alvo do barulho dos adeptos leoninos será, quase exclusivamente, Simão Sabrosa.
O extremo dos encarnados faz, hoje, o seu primeiro jogo no Estádio José Alvalade, vestindo a camisola do "eterno rival". E apesar de o processo que o levou a passar para o outro lado da Segunda Circular ter sido a todos os níveis normal, sem polémicas, com dois anos de Barcelona pelo meio, os adeptos mais "ultra" preferem nunca esquecer a troca de camisola. Mesmo sabendo que Simão, desde que está na Luz, sempre se referiu ao emblema que o formou com "grande respeito". Para o povo, a regra é muito simples: um futebolista que se tenha destacado de um lado nunca pode passar a fazer sucesso do outro.
Tratando-se de um atacante, ainda por cima dos mais influentes na linha avançada do Benfica, terá, por certo, algumas coreografias especiais à sua espera. E sendo o elemento que costuma marcar os pontapés de canto (do lado esquerdo do ataque – na direita serão Zahovic ou Cristiano), ficará ainda mais à mercê das atenções, nomeadamente na zona Norte. É certo que, em Alvalade, a distância entre o relvado e as bancadas é grande, devido à pista de atletismo, mas na altura em que o extremo tiver de colocar a bola em jogo – naqueles breves segundos de paragem que gasta para se posicionar e olhar a distribuição dos jogadores na área –, deverá ter os ouvidos inundados de uma pressão lançada, com a garra habitual, pela Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI e Torcida Verde. Para Simão, o ambiente só deverá mesmo ser mais sereno quando o Benfica estiver a atacar para Sul, no sentido das claques vindas da Luz. Aí, junto aos Diabos Vermelhos e aos No Name Boys, Simão deverá sentir-se... "em casa".
O clima ensurdecedor que o jovem vai encarar no seu antigo estádio não passará de uma situação usual nos clássicos. João Vieira Pinto – que fez o percurso inverso, depois de uma dispensa de João Vale e Azevedo – também, sem culpa própria, se viu passar de ídolo a alvo dos benfiquistas na primeira visita à Luz. Se não se chegar ao ponto do que fizeram a Luís Figo em Camp Nou, tudo não passará da "festa do futebol".
Luís Figo ignorou Camp Nou
No último Barcelona-Real Madrid, Luís Figo ignorou por completo o ambiente imposto pelos adeptos catalães. Debaixo de uma chuva de objectos (garrafas e até uma cabeça de leitão), o número dez marcou os cantos da sua equipa. Fez grande exibição e a sua indiferença perturbou ainda mais os anfitriões.
Recorde-se que no primeiro regresso de Luís Figo a Barcelona, em 2000/01, a exibição foi mais pobre. Curiosamente, nesse jogo, Simão estava presente e apontou um dos golos na vitória do "Barça" por 2-0.
Um canto que já deu golo
Quando os cantos que beneficiam o Benfica ocorrem sobre a esquerda do ataque, Simão costuma ser o homem chamado a colocar a bola em jogo. Esta época, apenas por uma ocasião um desses lances deu golo. Aconteceu em Aveiro, quando Nuno Gomes desviou a bola batida pelo extremo e Argel empurrou para a baliza. Depois, Simão fez o 2-0.
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