O Tribunal Arbitral do Desporto anulou o castigo a Rui Costa, que tinha sido suspenso por oito dias depois de o presidente do Benfica ter criticado a arbitragem de Tiago Martins no jogo da Taça de Portugal, frente ao Sp. Braga, que acabou com os bracarenses a vencerem nos penáltis após um empate a um golo.
Nesse encontro, Alexander Bah foi expulso pouco depois da meia hora, enquanto Morato viu o cartão vermelho em cima do final do prolongamento. No fim do duelo, Rui Costa mostrou-se indignado, com palavras que, numa primeira instância, geraram o castigo. Agora, o TAD entende que o dirigente "apenas exerceu a sua liberdade de expressão", pelo que "os factos não têm qualquer relevância disciplinar". Diz ainda este organismo que o dirigente "não utilizou expressões injuriosas difamatórias ou grosseiras", acrescentando que "as expressões usadas inserem-se numa análise ao jogo em causa sem recurso a qualquer expressão incorreta ou imprópria", mas sim com palavras da "linguagem do futebol."
Na altura, Rui Costa afirmou que "o que se passou não tem explicação." O dirigente afirmou que as decisões foram tomadas "curiosamente com o mesmo árbitro que fazia de VAR no Estádio da Luz e chamou, quase que obrigou, Artur Soares Dias a marcar um penálti" contra o Benfica num dérbi com os leões, "num lance com a mesma dinâmica. "Cada árbitro tem o seu critério. Aquilo que não se compreende é como é que o mesmo árbitro e o mesmo vídeo-árbitro tenham dois critérios diferentes no mesmo jogo. É inadmissível", disse ainda, comparando a entrada de Bah, com outra de Racic, jogador do Sp. Braga nessa altura, sobre Aursnes.
O TAD, de resto, acrescenta que "as arbitragens estão sujeitas a análise e crítica." Rui Costa também tinha sido punido pelo Conselho de Disciplina da FPF com uma multa de 408 euros, também anulada.
Por Record