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Trubin: «Sempre fiz tudo para impedir golos... e agora muita gente me conhece porque marquei um»

Trubin: «Sempre fiz tudo para impedir golos... e agora muita gente me conhece porque marquei um»

Na véspera do reencontro entre Benfica e Real Madrid, é praticamente impossível fugir ao que sucedeu no mais recente encontro entre ambas as equipas, especialmente aquele golo de Anatoliy Trubin em cima da buzina, que salvou o Benfica do adeus à Liga dos Campeões. Duas semanas depois dessa partida, águias e merengues voltam a encontrar e as memórias do guarda-redes ucraniano retornam a esse momento em conversa com o 'The Athletic'.

"Desde que comecei a jogar, desde os meus seis anos, trabalhei duro e fiz tudo para impedir golos. Agora, por causa de um momento, muita gente me conhece por ter marcado um golo. Ainda é uma loucura para mim. Por vezes ainda me custa a acreditar. Hoje acabei o treino, um adepto parou-me para tirar uma foto e disse-me 'bom golo'. Isto nunca tinha acontecido comigo. É uma loucura. Aquele momento vai ficar para sempre comigo", assumiu, antes de recordar passo a passo o que viveu naquele momento.

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"Estávamos a ganhar [3-2], por isso não precisava de ter pressa. Não percebi por que razão os adeptos começaram a gritar ou por que os meus colegas apontavam para mim e diziam 'um, um, um'. Não entendia... Mas quando ganhámos o livre, o Mister apontou para mim e disse para subir. E aí perguntei 'precisamos de mais um golo?'".

Mas o que pensa um guarda-redes naquele momento, quando tem de ir à área contrária e ignorar aquele instinto natural da sua função... de agarrar a bola com as mãos? "Quando estás a jogar, nem pensas. Apenas fazes. Naquele momento aconteceu tudo de forma muito rápida. Talvez tenha sido porque o cruzamento foi perfeito ou porque o golo tinha de acontecer, para mim foi tudo natural, algo que surgiu facilmente... Naquele momento tens de arriscar. Tens de dar tudo. Se tenho de marcar, tenho de estar lá, para fazer os nossos adeptos felizes, para fazer o Benfica ser melhor. Corri e, com o movimento da minha cabeça, foi quase como se fosse um ponta de lança. Foi uma loucura!"

Uma loucura que se seguiu, claro, na celebração. E ainda com marcas no corpo. "Ainda tenho feridas no joelho... E depois os meus colegas saltaram todos para cima de mim. É algo... nem sei! Primeiro, comecei a correr. Tenho de ver o meu GPS. Normalmente não sou uma pessoa de emoções, mas naquele momento deixei todas as emoções saírem. O treinador dos guarda-redes disse-me para estar focado, porque não sabíamos se o jogo já tinha terminado. Podiam dar mais um ataque."

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De resto, na mesma entrevista o guardião ucraniano deixa palavras elogiosas para Thibaut Courtois, a 'vítima' do seu golo. "Respeito imenso todos os guarda-redes, mas o Courtois, depois daquele momento, ainda tornou tudo mais especial. Mesmo depois de uma derrota difícil, veio ter comigo com um sorriso e deu-me os parabéns. Mostra-me que não é apenas um grande guarda-redes no campo, mas também fora dele. É um bom exemplo para a nova geração. Depois de uma derrota difícil, podes mostrar respeito."

E quanto ao que aí vem, com novo duelo com os merengues no playoff? "Era o Inter ou o Real. A mim não me importa com quem jogamos, mas como é o Real será mais emocional, por causa do último jogo. Mais tenso, mais interessante para todos. Temos de acreditar em nós mesmos. Sem crença, o melhor é ficar em casa e não fazer nada".

A fechar, Trubin fala de Mourinho, de uma forma na qual é bem evidente a admiração que tem pelo seu atual técnico. "Quando olhas ele, está sempre assim (faz o gesto de 'peito feito'). Sempre. É a sua posição natural. Nada mudou com a idade. Ele apenas ficou mais experiente. É único trabalhar com um treinador tão fantástico. O que aprendi com ele foram os pensamentos positivos: se tens uma chance, ainda não acabou. Se é possível, é possível".

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Por Fábio Lima
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