Um Benfica sem jeito para protocolo

Um Benfica sem jeito para protocolo
• Foto: PAULO CALADO

Podia ser apenas um pormenor, potenciado pelo facto de só haver um futebolista português no onze inicial do Benfica. Quando o hino nacional soou no Estádio do Jamor, só André Almeida esboçou tentativa para cantar, enquanto os restantes companheiros de equipa passavam ao lado do momento. Não surpreenderia esta espécie de escorregadela involuntária no protocolo, mas o resto da tarde haveria de trazer mais situações em que o Benfica simplesmente não foi capaz de lidar com esse mesmo protocolo.

E a situação seguinte surgiu na tribuna de honra, quando os encarnados foram receber as medalhas de finalista vencido. De novo a maior parte dos jogadores passou ao lado do momento, não cumprimentando o Presidente da República, alguns deles nem sequer olhando para Cavaco Silva depois de receberem a medalha das mãos de Fernando Gomes. Cumprida essa obrigação, toda a equipa desceu ao relvado e, ao contrário do que também está implicitamente instituído [e é exemplo de natural “fair play”], de imediato baixou aos balneários, não assistindo à entrega da Taça de Portugal ao Vitória de Guimarães. Gaffes...

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