Tudo começou com meia hora surpreendente, durante a qual o Varzim juntou à chuva e vento forte um vendaval de futebol fora do vulgar. Tudo com origem em níveis elevados de motivação, mas também explicável por uma estrutura táctica bem interpretada; por organização irrepreensível e pela indiscutível qualidade de alguns jogadores – Jorge Ribeiro, Rui Baião, Gilmar e João Paulo na pele de municiadores de um Pepa activo, empenhado, mas excessivamente nervoso. O Benfica adaptou-se como pôde às condições climatéricas e ao estado do terreno, defendeu-se com a eficácia possível das roturas criadas pelos médios adversários, mas não concebeu uma jogada com princípio, meio e fim durante o período de maior acutilância poveira. Começou aí, de resto, a primeira diferença entre as duas equipas.
Quer dizer, o Benfica aceitou as regras do jogo e desceu à terra para se adaptar às circunstâncias: entregou-se com todo o vigor aos despiques; sobrepôs o sentido prático à tentativa de adornar cada lance; em suma, despiu o fato de gala e partiu para a luta ciente de que não podia ser de outra maneira para atingir o objectivo. Não contou foi com a resposta que teve do outro lado: é que o Varzim, perante o mesmo cenário, adaptou-se à chuva, ao vento, ao terreno ensopado e, em vez de lutar apenas, jogou, tomou a iniciativa e partiu à conquista dos três pontos. A grande verdade é que no vendaval da Póvoa, que chegou para intimidar os adeptos – presentes em menor número do que seria de esperar –, houve também relâmpagos de excelente futebol do Varzim, que obrigou os encarnados a preocuparem-se, na esmagadora maioria do tempo, a fechar o melhor possível os caminhos de acesso à baliza de Moreira.
Quando Gilmar deu vantagem ao Varzim, de nada o Benfica se podia queixar, porque era apenas o corolário lógico da superioridade da melhor equipa em campo. O mesmo não se podia dizer quando Simão empatou, quatro minutos depois, na transformação de uma grande penalidade. Bem vistas as coisas, os encarnados chegavam ao empate no segundo remate que faziam à baliza de Miguel – o primeiro tivera assinatura de Mantorras, à passagem dos 24'.
A segunda metade conta-se em poucas palavras, com base em dois acontecimentos: o Varzim marcou aos 59' e Simão foi expulso aos 61'. Com menos uma unidade e em desvantagem no marcador, o Benfica tentou empurrar o jogo para o meio campo varzinista, criando a ilusão de que estava a caminhar para o empate. À excepção de um remate de Nuno Gomes com o pé esquerdo que passou por cima da barra (76'), os encarnados não criaram perigo e viram o adversário, mais tranquilo, utilizar o contra-ataque para pôr a nu todas as fragilidades de uma equipa que, afinal, estava enganada: queria muito mas podia pouco.
Lucílio Baptista é o mais fiel intérprete de uma determinada forma de arbitrar, aquela que faz lei nesta SuperLiga. Intolerante só no que julga pôr em causa a sua autoridade – daí o primeiro amarelo a Simão e o perdão multiplicado por outros lances de picardia e despiques não totalmente despojados de intenções maldosas –, resvala para o ridículo dos tiques de grande figura quando sorri, abana a cabeça para mostrar que está a ver tudo e apita até à exaustão por coisas menores. A falta de Andersson (primeiro golo do Varzim) e o cartão amarelo a Cabral são patéticos. Assinalou bem os dois penalties, porque o assistente Januário o substituiu no que era verdadeiramente importante.
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