100 anos: António Fezas Vital

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Indicado pelo antecessor, Maurício Vieira de Brito, foi eleito presidente da Direcção em 31 de Março de 1962, um mês antes de o Benfica conquistar a segunda Taça dos Campeões, ante o Real Madrid. O clube venceu igualmente o Troféu Ramon Carranza, no primeiro sucesso de uma equipa estrangeira na competição. No seu mandato (1962/64), o Benfica consolidou-se no plano internacional e conquistou 48 em 52 pontos possíveis, na época 62/63. A estes feitos deverá ligar-se também o chefe do departamento de futebol, Manuel da Luz Afonso, que viria a ser o seleccionador dos "Magriços" no Mundial 1966. Fezas Vital bateu-se bravamente nas negociações com a Câmara de Lisboa para a cedência definitiva de terrenos onde se insere a cidade desportiva. O pavilhão nº 1 foi construído por baixo do terceiro anel e teve um saldo positivo de 5200 contos, o que nenhum outro clube tinha conseguido até então. Coube-lhe a honra de atribuir a Águia de Ouro a Eusébio, um galardão que também recebeu em 1984. Continuou a servir o clube em diversos cargos até à década de 90.

A maldição de Guttmann

Fezas Vital começou o mandato com a vitória na Taça dos Campeões. A segunda... e última. O excêntrico Bela Guttmann logo tratou de azarar o seu mandato com a conhecida profecia: "Sem mim, o Benfica não voltará a ser campeão da Europa." O presidente encarnado escarneceu daquelas palavras, mas, na época seguinte, o clube, orientado por Fernando Riera, perdeu a final de Wembley, com o Inter (1-2). Fezas Vital pensou: "Querem ver..."

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