100 anos: Borges Coutinho
Sócio do clube desde 1959 e posteriormente vitalício, era um homem extremamente educado, tendo sido considerado um verdadeiro "gentleman". De excelente trato social, representou como ninguém o clube junto das mais altas instâncias sociais, políticas e desportivas, em Portugal e no Mundo.
Proposto pelo sócio Francisco Mata, desempenhou, em 1964, um cargo na Direcção dos Assuntos Administrativos e Instalações Sociais. Foi também administrador do jornal e vice-presidente da Comissão Central. Em 12 de Abril de 1969 foi eleito presidente da Direcção e por lá ficou até 1977.
A Águia de Ouro foi-lhe atribuída através de proposta aprovada na AG de 14 de Março de 1973. Novos e decisivos desafios sopraram na sua longa gerência. No centro da mudança situou-se a entrega em definitivo, pela Câmara Municipal de Lisboa, dos terrenos da Luz, de que o Benfica era até então simples arrendatário.
Nos finais de 1970, o clube tinha 24 modalidades, 37 084 sócios e mantinha 2119 atletas em actividade. Com Borges Coutinho viveram-se tempos de bonança económico-financeira.