100 anos: Extremos-esquerdos
Os extremos-esquerdos do Benfica são responsáveis por boa parte da magia de quase um século de futebol. O processo teve início em Rogério Lantres de Carvalho (1942-1954), talvez o mais extraordinário jogador do clube até à chegada de Eusébio. Ao genial "Pipi", que marcou o jogo em Portugal entre os anos 40 e 50, sucedeu Domiciano Cavém (1955-1969), jogador de corpo inteiro que iniciou na esquerda do ataque uma história de 14 anos.
Na transição para a modernidade, surgiu uma estrela mundial: António Simões (1961-1975), magriço e figura do Benfica europeu. O percurso seguinte, até meados de 70 parece uma corrida de estafetas, foi da responsabilidade do jogador de uma época e paixão unânime: Fernando Chalana (1975/84 - 1987/90). O "pequeno genial" marcou de tal forma o clube, que desde a sua partida nunca o Benfica encontrou substituto à altura.
Só depois da viragem do século, alguém atingiu expressão à altura dos antepassados: Simão Sabrosa, que vai na terceira época na Luz, com a promessa de marcar a história.
Mais recordações
Outros nomes merecem referência, dois acima de todos: Alfredo Valadas (139 jogos/86 golos), entre 1934 e 1944, e António Pacheco (162/30), entre 1987 e 1993.
Mas há outros extremos-esquerdos importantes, embora todos abaixo das 100 presenças na I Divisão: Francisco Palmeiro (86/28), Diamantino Costa (85/8) e Wando (91/12).