100 anos: Francisco Calado
Acima de tudo o que se possa dizer dele como jogador, é um exemplo flagrante de benfiquismo e da mística que, em certa medida, explica alguns dos mais excepcionais feitos do clube ao longo de 100 anos de existência.
Francisco Calado estreou-se com a camisola encarnada em 1947, em jogo para a Taça de Honra da AFL, formalizando assim um sonho de sempre. Jogador versátil, inteligente na assimilação das várias funções e com talento suficiente para as alimentar, actuou em todos os lugares do terreno com a excepção de guarda-redes.
Nunca chegou a internacional A e os números ao serviço do clube não são esmagadores - 81 jogos efectuados na I Divisão, com 11 golos apontados. O seu período mais consistente aconteceu entre 1953 e 1957, na fase de transição para o profissionalismo, servindo como importante referência para o treinador que operou a mudança: Otto Glória.
Continuou ligado ao clube, como jogador de râguebi até 1969, com 42 anos, para assumir então papel de extraordinária importância no projecto do Sport Lisboa e Saudade.
Um grande benfiquista
Numa altura em que se discutia a sua continuidade como futebolista (a última temporada foi em 1956/57) e se falava na hipótese de envergar outra camisola, Francisco Calado foi peremptório ao afirmar que lhe podiam dar todo o dinheiro mas só jogaria com a camisola encarnada. Uma atitude que confirmou o que todos sabemos: é um grande benfiquista.