100 anos: Gustavo Teixeira
Começou por ser um esquerdino talentoso, com aptidão para ser avançado; marcava muito golo, mas sempre o viram como alguém que jogava de mais para as posições que ocupava em campo - antes de se fixar como defesa, ainda actuou a médio-esquerdo.
Gustavo Teixeira, natural de Vila Real, jogou no Casa Pia entre 1925 e 1932. Em 1932 foi contratado pelo Benfica, clube ao serviço do qual fez 51 jogos a contar para a I Liga (entre 1934 e 1938), mais 14 na I Divisão (época 1938/39). Contabilizando todas as presenças na equipa encarnada, obteve um total de 229 jogos, com quatro golos apontados.
Numa altura em que o futebol se jogava com o coração, Gustavo Teixeira foi também um defesa fora de tempo: tinha classe, saía a jogar e colocava a bola à distância; dispensava as correrias loucas, porque em classe resolvia todos os problemas levantados.
Não era rápido, mas tinha sentido estratégico; dobrava os companheiros mas não perdia posição; gostava de participar no jogo, mas nunca desarrumava a casa. Foi um dos primeiros grandes defesas do futebol português.
Na altura era defesa-esquerdo
Com a evolução da táctica - deixou de jogar quando o WM estava a dar os primeiros passos em Portugal -, Gustavo Teixeira desempenhava um lugar que, à época, se denominava defesa-esquerdo, embora todo o tipo de intervenção no jogo configurasse, analisando as coisas à luz daquilo em que o futebol se transformou, o perfil e o comportamento de um defesa-central típico. Líder por natureza, terminou a carreira como capitão benfiquista e da selecção nacional.