100 anos: João Vieira Pinto

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Chegou à Luz com apenas 21 anos mas, apesar disso, já tinha uma longa história para contar: era bicampeão do Mundo de juniores (um feito único na história do futebol), passara por uma experiência dolorosa como emigrante (Atlético Madrid) e acabara de ganhar a Taça de Portugal pelo Boavista. A sua condição de futebolista genial expressou-se de forma sublime no Benfica, clube que representou durante oito épocas, cinco das quais como capitão de equipa e símbolo do clube. Ausente apenas por lesões graves, João Pinto esteve sempre disponível, o que explica os 221 jogos que efectuou na I Divisão, competição na qual assinou 64 golos ao serviço dos encarnados. Herói do último título conquistado e principal esperança do período que se seguiu, marcado pelo jejum mais longo da história benfiquista, João Pinto tornou-se o rosto de uma determinada época. Em plena fase de contradição entre o seu talento e a ausência de vitórias, surgiu em cena um novo presidente, Vale e Azevedo, que levou até ao fim a estratégia de o despedir em 2000, em vésperas do início do Europeu.

O homem dos 6-3

Foi a 14 de Maio de 1994, em Alvalade, que João Pinto assinou o passaporte para a galeria dos jogadores mais amados da história benfiquista. Num encontro decisivo para a atribuição do título, o "pequeno génio" fez uma exibição perfeita e liderou a equipa aos célebres 6-3, encarregando-se ele próprio de marcar os três primeiros golos.

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