100 anos: Joaquim Ferreira Bogalho

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Talvez o presidente mais marcante da história do Benfica. De forte personalidade, Joaquim Ferreira Bogalho presidiu aos destinos do clube de 1952 a 1957. Entrou para sócio em 1914, com o nº 801, e quando faleceu, em 1 de Outubro de 1977, era o nº 44. Durante este espaço de tempo ocupou inúmeros cargos, começando por vice-secretário da Direcção entre 1926 e 1928. De espírito empreendedor e eternamente insatisfeito, ficou conhecido por pedir quase sempre a demissão antes do termo dos primeiros mandatos, por discordar das orientações seguidas. Chegou mesmo a apresentar o pedido de demissão de sócio, em 1966. Tal não aconteceu na condição de director suplente de campo, em 1936 e 1937. Recebeu, a 31 de Julho de 1938, a Águia de Ouro, na sequência do galardão de Sócio Honorário. Continuou a subir na hierarquia e, em 1947, encontrava-se na secção de futebol, que teve de abandonar por razões pessoais. Fez parte do grupo que elaborou o plano de angariação de fundos para o Estádio da Luz e presidiu, em 1952, à Comissão para a construção do recinto.

O homem do estádio

Ponto alto das comemorações da inauguração do novo Estádio do Benfica, a 1 de Dezembro de 1954, na qual esteve presente o Presidente da República, terá sido o discurso do presidente da Direcção, Joaquim Ferreira Bogalho, o "homem do estádio", como ainda hoje é recordado. Referiu o papel desempenhado pelos seus antecessores e terminou com uma sentida saudação à massa associativa, cujo esforço e abnegação exortou.

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