100 anos: Michael Manniche
Integrado na lógica de adaptação da equipa às ideias de Sven-Goran Eriksson, o Benfica descobriu na Dinamarca um ponta-de-lança alto, louro, de grande porte atlético, que tinha o golo nas veias. Michael Manniche impôs-se pelo antagonismo de características: não tinha os mesmos argumentos técnicos, a relação com a bola não era das mais felizes, mas no fim dos jogos os defesas adversários faziam--lhe justiça: confessavam que não tinham mais forças para o suportar, tal era a sua entrega e o seu nível de movimentação.
Mal compreendido pela maioria dos adeptos, que lhe reconheciam mais depressa as insuficiências do que os méritos da força e da resistência, Manniche marcou uma determinada época no Benfica, onde teve dificuldades para mostrar argumentos que o aconselhavam no despique directo com tecnicistas como Nené e Filipovic, por exemplo.
Números de goleador
Em quatro épocas, o dinamarquês fez 132 jogos pelo clube e marcou 75 golos - um parcial de 89/47 em jogos a contar para o Nacional da I Divisão. Foi duas vezes campeão nacional e venceu a Taça de Portugal por três vezes. Como era vulgar acontecer naquele tempo, partiu muito melhor jogador do que quando chegou - e ainda actuou 11 vezes na sua selecção.