100 anos: Tragédia de Fehér
O dia 25 de Janeiro ficará marcado para sempre na história do clube encarnado, pelas melhores, mas também pelas piores razões. Eusébio da Silva Ferreira nasceu precisamente no dia que o clube da Luz viria a viver a página mais negra da sua história, com o falecimento de Miklos Fehér. O encontro com o Vitória de Guimarães estava já em período de descontos quando o avançado húngaro caiu, desamparado, no relvado, depois de ter esboçado um sorriso para o árbitro Olegário Benquerença. O gesto dos colegas ao deitarem as mãos às cabeças e os rostos de desespero deixaram desde logo antever o pior. Fehér foi assistido ainda no campo, mas viria a falecer no Hospital de Guimarães, vítima de paragem cardíaca. Passavam apenas dez minutos das 11 horas da noite quando se confirmaram as piores suspeitas. Um jovem de apenas 24 anos tinha perdido a vida num relvado. As rivalidades deixaram de fazer sentido. Nos dias que se seguiram, Portugal assistiu a uma onda de solidariedade nunca antes vista. O funeral realizou-se em Gyor, a terra que viu nascer o avançado húngaro. A camisola 29 foi imortalizada e nunca mais será utilizada por um jogador do Benfica.
Tristeza em redor de Luciano
Em 5 de Dezembro de 1966 uma outra tragédia marcou a vida benfiquista. Depois de um treino, os jogadores foram tomar banho. Uma forte descarga eléctrica atingiu o tanque onde estavam os atletas e Luciano acabou por falecer electrocutado. Jaime Graça, que fora electricista, arrancou os cabos de ligação, conseguiu ainda tirar Cavém e Malta da Silva, mas já não foi a tempo de salvar Luciano.