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23 julho

Benfica

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A crónica do Benfica-Newcastle, 3-2: resumir a matéria sem nota artística

O estilo está lá e é inegociável. Mesmo longe da perfeição, a máquina está a funcionar

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• Foto: Vitor Chi
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Foram sensações diversas, nem todas no mesmo sentido, aquelas que o Benfica proporcionou durante o jogo com o Newcastle. Por um lado, a vitória e consequente conquista do troféu com o nome da maior figura da sua história, Eusébio da Silva Ferreira, por outro, as dificuldades na evolução do futebol que procura apresentar; por um lado, uma primeira parte intensa, vertiginosa, perante um adversário de patamar superior aos que apanhou na pré-época, por outro, os grãos de areia na engrenagem depois do intervalo, que obrigaram a clara marcha-atrás na expressão de uma equipa sempre pronta a ativar o rolo compressor que é o objetivo máximo do seu treinador. A águia saiu-se bem porque manteve o estilo e procurou aperfeiçoá-lo, mas acentuou a discrepância entre o que faz (bem) para a frente e o que não consegue fazer para trás. Até chegar à surpresa de perder o controlo das operações depois do intervalo, situação que obrigou os encarnados a apresentarem-se de uma forma totalmente fora do contexto, isto é, sem bola, na expectativa, procurando explorar o espaço através de transições rápidas ou mesmo de contra-ataque.

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