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Os encarnados voltam a dar conta da intenção de reduzirem a dependência face ao sector bancário
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Desde o exercício financeiro de 2010/11 que o passivo consolidado da SAD do Benfica não registava um valor abaixo dos 400 milhões de euros. No 1º semestre de 2017/18, segundo o Relatório e Contas enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o passivo encontra-se agora nos 385,4 milhões de euros, tendo registado uma diminuição de 52,9 milhões relativamente a 2016/17. Trata-se mesmo de uma redução histórica, uma vez que a sociedade anónima desportiva liderada por Luís Filipe Vieira nunca tinha abatido tanta dívida de um exercício para o outro.
Recorde-se que a diminuição do passivo tem sido uma das bandeiras do presidente do Benfica nos últimos anos. Recentemente, à margem da inauguração da nova imagem da casa do Benfica em Braga, garantiu que os primeiros 100 milhões de euros que a SAD encaixará do acordo com a NOS serão direcionados para novo abate do passivo.
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Além deste aspeto, fica patente a intenção da sociedade de reduzir cada vez mais a dependência face ao sector bancário. Domingos Soares de Oliveira, administrador executivo da SAD, já revelou publicamente que existe a intenção de saldar a totalidade dessa dívida (agora perto dos 273 milhões de euros) até ao final do próximo mandato, ou seja, até 2024.
Resumo económico
No que diz respeito a outros aspetos do último exercício financeiro, destaque para o resultado líquido que, mais uma vez, foi positivo. Falamos de 19,1 milhões de euros, o que significa um aumento de 634 por cento relativamente ao exercício anterior (2,6 milhões). Os capitais próprios também são positivos e fixaram-se nos 87,6 milhões de euros, ou seja, uma melhoria de 19,9 milhões. Por fim, destaque ainda para o ativo, que ascende agora a 473 milhões de euros, menos 6,5 por cento relativamente ao valor anterior (506,1).
Neste 1º semestre de 2017/18, refira-se, a SAD encaixou 40 milhões de euros com transações de direitos de jogadores, sendo que as mais-valias obtidas com as transferências de Nélson Semedo e Mitroglou para Barcelona e Marselha, respetivamente, tiveram aqui grande importância.
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