Análise de Rui Malheiro ao Club Brugge: Manual de inconsistências
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A derrota caseira diante do FC Porto, numa altura em que liderava isolado o Grupo B da Champions e permanecia na rota de um inédito tetracampeonato, mudou radicalmente o destino da época do Club Brugge. Os três triunfos nos últimos 14 jogos oficiais abriram uma crise profunda, com o Brugge fora da luta pela reconquista do título – a 20 pontos do líder Genk – e afastado da Taça após uma goleada caseira (1-4) ante o St.Truiden, o que levou ao despedimento do técnico Carl Hoefkens, substituído por Scott Parker. Uma alteração que não produziu qualquer impacto a nível de resultados. O técnico inglês tem apostado no 4x2x3x1, debatendo-se com as lesões do ala-direito Skov Olsen e do avançado Ferrán Jutglà, duas das suas unidades mais diferenciadoras. Se a recuperação do catalão parece mais provável – caso não suceda, Yaremchuk, mais fixo, ou Noa Lang, muito móvel, o que abriria o corredor esquerdo para Sowah, lutarão pelo lugar –, o dinamarquês só deverá estar disponível na 2.ª mão, o que deve conduzir o versátil Buchanan à titularidade no corredor direito do ataque.