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Central diz que os adeptos são especiais e catapultam a equipa para títulos e vitórias
Sendo que o título do conteúdo é Mística a Dois, esse sentimento foi tema de conversa entre António Bastos Lopes e António Silva. "A Mística do Benfica é um sentimento que percorre dentro de nós. Que, como toda a gente diz, é difícil de se expressar, mas é algo que me foi incutido desde que eu era pequenino, pelo meu pai. E era o ir ao estádio, sentir o estádio, ver os jogadores, tirar fotos com os jogadores. É sempre algo que eu tento sempre levar para dentro de campo. O facto de eu ser benfiquista, levá-lo para dentro de campo dá-me sempre uma força extra, dentro de campo. E saber que estou a lutar pelos adeptos, que eu sou um deles, que a minha família é do Benfica, acho que é muito por aí", explicou o jovem.
Já António Bastos Lopes deu uma visão mais madura do alto dos seus 70 anos. "Eu costumo dizer que a mística não se explica, sente-se. Aquilo que me introduziram em mim, no Benfica, sobre a mística foi o sentir, o estar naquele clube que eu gosto. Queria trabalhar para continuar a estar no meu clube, fazer coisas para que o meu clube seja maior. Fazer coisas que o público goste e que, com a ajuda deles, o Clube continue a ter vitórias. Isto foi tudo o que me ensinaram os grandes craques que passaram pelo Benfica: Eusébio, [António] Simões, Coluna, Humberto [Coelho], Toni, o Nené… Todos esses grandes craques que passaram pelo Benfica, eu bebi tudo o que eles me passaram. Vou contar-te como é que o benfiquismo nasceu em mim. Os meus pais iam para todo o lado ver o Benfica. E, então, eu era bebé de colo. Eu devia ter aí, sei lá, uns seis, sete, oito meses, talvez. E o Benfica foi jogar a Évora. Évora, como sabes, Alentejo é quentíssimo. E o Benfica, para onde vai, esgota tudo. Então o meu pai foi ao bar ver se havia uma água para ver se me dava, segundo ele, porque eu berrava por todo o lado. E então talvez tenha sido o meu batismo, nessa altura. Passou o massagista do Benfica, deu-me água, deu uma garrafa de água aos meus pais para me darem água. Eu penso que isso foi um batismo perfeito", recordou.
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Quanto aos primeiros contactos de António Silva com o Benfica, foram semelhantes. "O meu pai sempre me foi contando histórias porque ele é de Moçambique e, na altura, o Benfica ia sempre jogar a Lourenço Marques. E ele sempre me contou a história de ver o Benfica a jogar lá quando era pequenino. Ele depois veio para Portugal, quando eu nasci, e depois levava-me sempre a mim e ao meu irmão, pelo menos duas a três vezes por ano, ao Estádio da Luz ver o Benfica. Depois eu vim para o Benfica e nós – eu, o meu pai e o meu irmão –, todos os fins de semana, fizemos sempre questão de ir ao estádio. E é isso, acho que agora é passar de geração em geração aquilo que é o sentimento do Benfica e viver o Benfica", referiu.
Se há algo que se mantém é a paixão dos benfiquistas. "No antigo estádio, os adeptos chamavam por nós. Como tu sabes o estádio era todo em pedra. E havia um túnel, talvez o triplo desta extensão. E os adeptos estavam com uma ansiedade que nós entrássemos dentro do campo. Fazia-se um silêncio antes de a equipa entrar. O Humberto [Coelho] chegava a espreitar, só se via a cabecinha dele, e o público começava logo "Wow". Queria dizer que nós vínhamos aí. E o Humberto [Coelho] dizia para nós: 'Está bom, está bom. Vamos embora.' Entrávamos por ali, juntos. A gente entrava sempre juntos, agradecia sempre juntos porque a união tem de ser essa", destaca António Bastos Lopes.
António Silva ouve com a máxima atenção e fala da atualidade. "Os adeptos são especiais. Pela exigência que metem também a nós jogadores. Mas acho que quando se cria uma onda à nossa volta, acho que depois é muito difícil de nos pararem porque cria-se um ambiente à nossa volta de sucesso. E catapulta-nos muito, dentro de campo, para aquilo que nós queremos que são títulos, vitórias… Acho que os adeptos são sempre muito especiais", enfatizou, acrescentando: "Jogar no Estádio da Luz é sempre muito, muito especial. E também o facto de as nossas famílias – pelo menos a minha – sentirem o clube como eu, acho que traz sempre algo de muito especial ao facto de jogarmos, quer no estádio, quer quando vamos mesmo ao norte, onde temos sempre muito apoio. E nós jogadores sentimos que devemos sempre algo aos adeptos, e a maneira de o fazermos é dentro de campo, a jogar bem e a fazer golos."
A fechar, António Bastos Lopes mostrou-se satisfeito com esta espécie de passagem de testemunho. "Depois de 50 anos, ter outro António que possa seguir as pisadas que eu fiz… É com um orgulho muito grande ainda continuar aqui no Benfica porque são mais de 55 anos a trabalhar aqui e com muito orgulho de ver crescer muitos de vós, ver-vos jogar naquele campo enorme e vocês lá em baixo a dar o vosso melhor", afirmou, sem esconder alguma emoção.
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