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Treinador do Benfica irónico antes de lançar novo discurso com mensagem cívica
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À margem da receção na Câmara Municipal de Lisboa, Bruno Lage 'defendeu' o que dissera no sábado, aquando da festa do Marquês, e também após a vitória de Vila do Conde - quando falou nas amolgadelas no seu carro - considerando que na hora de celebrar tem de haver "sentido público e civismo". De resto, Lage pede aos adeptos para viverem a conquista presente antes de olharem para o 38.º título, que as águias tentarão conquistar em 2019/20.
"Para além de guardar, temos de viver intensamente estes momentos. Temos de perceber o que é a vida. É um facto, é visível. Já nos pedem o 38, é essa exigência de um grande clube, mas o mais importante agora é viver o 37. E saber que a vida é isto mesmo. Da maneira que chegamos aqui, foi de treino a treino, jogo a jogo, e a nossa vida pessoal é assim também. Guardar este momento com uma enorme felicidade, que vejo com enorme alegria. Não tenho dúvidas de que voltaremos mais fortes e determinados, conscientes da responsabilidade de termos vencido um e termos de recuperar para ter o próximo. Quero dizer a este público para viver de forma efusiva aquilo que conquistaram. Depois teremos tempo para preparar o que aí vem. Viver o momento, guardá-lo de uma forma carinhosa, porque é um momento inesquecível", começou por dizer, em declarações à BTV.
Questionado sobre aquilo que Vieira dissera, Lage foi irónico a princípio, mas depois aproveitou para deixar nova mensagem cívica. "Até vim de fato por causa disso! Com fato e bom discurso nunca se sabe onde podemos parar. É o sentimento que eu vou tendo nas coisas. Houve muita gente que não percebeu (ou que não quis perceber) quando falei nas amolgadelas no carro, as palmadas no carro... Nós temos de ser equilibrados na nossa vida, porque se a ganhar permito tudo, até umas porradas no carro, amanhã quando perco estarei à espera de tudo, que me possam partir aquilo que quiserem. Há que haver equilíbrio muito grande... A ganhar amanhã partimos a porta de um balneário, amanhã partimos uma mesa, cadeira... Depois a perder estamos a abrir a porta para que as coisas sucedam ao contrário. Há que celebrar, viver com sentido público e civismo. É assim que tem ser vivido. São coisas que sinto e é de mim, nunca com intenção política".
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