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O ESTÁDIO da Luz teve de aguardar 31 anos para ficar completo, entre a inauguração (ainda só com dois patamares, em 1954) e o fecho do terceiro anel, feito conseguido pelo presidente Fernando Martins. Objectivo de décadas, a conclusão do terceiro anel permitiu ao Estádio do Benfica passar a ser o maior da Europa (falou-se em 120 mil lugares, número que foi sendo reduzido com a colocação de cadeiras). Além de se tornar muito mais espectacular à vista e impressionante para os adversários...
Para a festa, o Benfica organizou dois jogos, com Dínamo de Bucareste e FC Porto (treinado pela primeira vez por Artur Jorge), num só fim-de-semana. O primeiro foi o da cerimónia oficial, com o Presidente da República, Ramalho Eanes, e o primeiro-ministro, Mário Soares, além de inúmeros espectáculos, como o habitual lançamento de foguetes.
Mas o desafio mais curioso foi o Benfica-FC Porto, no qual a Direcção “encarnada” presenteou os sócios com o famoso goleador romeno Camataru, antiga aspiração de Eriksson, técnico que rumara, meses antes, a Itália, sendo substituído pelo inglês John Mortimore. Só que Camataru acabou por não ser contratado devido a problemas políticos e quase caiu no esquecimento dos adeptos do Benfica.
As equipas na festa da Luz
Benfica-Dínamo Bucareste, 2-1
Data: 21 de Setembro de 1985 (sábado)
Benfica – Neno; Pietra (Vando, 80), Bastos Lopes, Oliveira e Veloso; Diamantino, Samuel, Shéu (Rui Pedro, 70) e Simões (Rui Humberto, 75); Nené e Maniche.
Dínamo Bucareste – Moraru; Dragna, Nicolae e Zare; Rednic, Vaidean, Movica e Stefanescu (Topolinski, 75); Augustin, Varga e Orac.
Marcadores: Veloso (11) e Nené (38); Varga (12).
Benfica-FC Porto, 0-0
Data: 22 de Setembro de 1985 (domingo)
Benfica – Delgado; José Carlos, Rui Humberto, Vítor Duarte e Gonçalves; Guedes, Nelo (Carlos Ribeiro, 62), Rui Pedro e Vando (Paulo Guilherme, 71); Navalho (Camataru, 45) e José Fernandes.
FC Porto – Amaral (Matos, 45); Vitoriano, Eduardo Luís, Celso e Celestino (Paulo Ricardo, 29); Paquito, Laureta, Madjer e Vermelhinho; Juary (José Albano, 76) e Walsh.
bilhetes de sócios custavam 300 escudos
Para o jogo com o Dínamo Bucareste, os sócios do Benfica tiveram de pagar 300 escudos, preço igual ao dos bilhetes mais baratos (atrás das balizas) para o público em geral. O ingresso mais caro custava 1250 escudos (Bancada Poente Central, coberta), numa altura em que o Record custava 30 escudos.
Ceausescu também mandava no futebol
O romeno Camataru disse, então, que gostaria de ingressar no Benfica, mas foi claro: “Serei jogador do Benfica se o Governo der luz verde”. Era ainda o tempo da ditadura de Ceausescu e, afinal, Camataru acabou por não alinhar em Portugal, ganhando uma Bota de Ouro (1986/87) pelo Dínamo Bucareste.
A curiosa estreia do argelino Madjer
No Benfica-F.C. Porto estreou-se o atacante argelino Rabah Madjer (ex-Racing Paris). Um nome que faria história no futebol português, pela sua qualidade técnica e, sobretudo, pelo célebre golo de calcanhar que permitiu ao F.C. Porto vencer a Taça dos Campeões Europeus, em 1986/87.
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