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16 maio

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Como a águia mudou desde o último título

Como a águia mudou desde o último título
Como a águia mudou desde o último título • Foto: FERNANDO FERREIRA

O Benfica volta a celebrar no campeonato depois de ter celebrado com Jorge Jesus em 2009/10. Se houver chapéus de festa guardados desde essa época, é preciso que não haja nomes inscritos. Não se poderia utilizar quase nenhum, já que o plantel das águias apresenta-se verdadeiramente revolucionado desde o último título na liga. Só 4 continuam na Luz...

Jorge Jesus, claro, continua no banco de suplentes, mas as mexidas têm sido muitas no terreno de jogo. Dos 35 jogadores que o técnico tinha à disposição em 2009/10, sobram apenas Maxi Pereira, Luisão, Ruben Amorim e Oscar Cardozo. De resto, ou explodiram para grandes europeus - Di María, David Luiz, Fábio Coentrão ou Ramires, por exemplo -, ou “desapareceram” do mapa, como Shaffer, Keirrison ou Weldon.

A baliza encontra-se revigorada, já que Moreira, Quim, Júlio César e Moretto eram quem por lá andava. Uns passos à frente, na defesa, Luisão fazia parelha com David Luiz e tinha Maxi de um lado e Coentrão do outro. Só o central e o lateral direito continuam na Luz, agora como novos companheiros no sector mais recuado. Mas do meio-campo para a frente a revolução ainda é mais acentuada.

No onze base desse ano, até se pode dizer que ninguém se mantém no centro do terreno. Javi García, Ramires, Di María e “El Mago” Pablo Aimar apanharam o avião para longe, com Ruben Amorim, altamente polivalente nesse ano, a manter-se fiel a Jesus. Urreta e Carlos Martins também estão na Luz, mas na equipa B. Já no ataque, Saviola deixa saudades pela dupla que formou com Cardozo, um cenário que agora até é ocupado mais por... Rodrigo e Lima. Foi também essa a última temporada de Mantorras e a penúltima de Nuno Gomes nas águias, dois verdadeiros símbolos da história do Benfica.

Gerir melhor... com menos

Um dos méritos atribuídos a Jorge Jesus esta temporada tem sido a capacidade de gestão do plantel. Ora, não deixa de ser curioso perceber a rotativade aplicada pelo timoneiro das águias em 2013/14 acontece com menos 10 jogadores do que os que tinha à disposição em 2009/10. Esta época, Jesus tem 25 elementos à disposição - sem contar com equipa B -, enquanto tinha 35 no 32.º campeonato ganho pelo Benfica.

Ora, pode ser feita argumentação no sentido em que um plantel pode ter mais qualidade do que outro, é certo. Mas a questão que surge aqui é a de que o técnico encarnado prova assim que nem é preciso um plantel farto em quantidade para ser possível aplicar uma política de gestão.

PLANTÉIS ENCARNADOS À LUPA

Portugal impera

Uma análise à estrutura dos respetivos plantéis vencedores leva-nos à conclusão de que é a nacionalidade portuguesa quem passou a mandar nas hostes encarnadas. Em 2009/10, 14 jogadores eram brasileiros contra 11 portugueses - 25 em 35 no total -, mas as contas equilibraram este ano. Há 7 portugueses, 5 brasileiros, 5 argentinos e ainda 4 sérvios, por exemplo, formando assim um plantel de escala quase mundial. Curiosamente, continuam a existir 8 nacionalidades na equipa encarnada, tal como em 2009/10.

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