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“Não deve pensar no interesse dos grandes porque oBenfica é um dos maiores”...
Dejan Savicevic apela à experiência e aconselha Markovic a não deixar oBenfica a curto prazo, mesmo sabendo-se que as suas exibições, aliadas à juventude dos seus 20 anos, podem torná-lo num caso sério do futebol europeu.
“OBenfica é o clube ideal para o crescimento de jogadores jovens. Afinal, há muitos jogadores que saíram do Benfica para jogarem em outros grandes clubes europeus e construíram grandes carreiras internacionais.
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O ex-jogador treinador, que orientou entre 2001 e 2003 a seleção da Jugoslávia [a partir de 2003 chamou-se Sérvia e Montenegro), atuou parte da carreira fora do Montenegro, não tem qualquer dúvida em relação ao que será melhor para o camisola 50. Mesmo sabendo-se que oChelsea tem opção de compra.
“Penso que deve ficar em Lisboa mais alguns anos.Acabou de chegar e significará muito para ele se conseguir ficar mais um par de anos no clube, tornando-se opção regular na primeira equipa”, referiu a Record o atual presidente da Federação do Montenegro, mas que segue com atenção o futebol da Sérvia, até pelas ligações sentimentais e históricas.
Para Savicevic é importante recordar que o Benfica trata-se de uma equipa que “está sempre na luta pelo campeonato e está sempre presente nas competições europeias”. “Isto significa que ele vai participar em muitos jogos fortes durante a temporada e isso é importante para o desenvolvimento dele como jogador”, afirmou, não apresentando qualquer problema em apostar na continuidade. Afinal, o “tempo joga a favor dele”, acrescentou: “Por isso, o meu conselho é que ele não deve pensar no interesse de grandes clubes europeus, porque o Benfica é um dos maiores da Europa.”
Manter o nível
O antigo e conceituado atacante lembra, por outro lado, que o “mais importante para ele é jogar” com cadência: “Os jogos fortes ajudam a fazer os grandes jogadores. É importante jogar futebol regularmente, estar no onze inicial e não pensar em transferências. Ela vai aparecer naturalmente depois das boas exibições que está a protagonizar em Portugal”, frisou.
Savicevic acredita no sucesso de Markovic e recorda bem os primeiros passos que deu ao mais alto nível. “Apareceu para o estrelato há poucos anos. Vi-o em dois jogos contra o Inter, enquanto jogava no Partizan, e de facto reparei que se trata de um jogador muito bom e talentoso.”
«Resolve facilmente no um contra um»
Como jogador, Savicevic era um desequilibrador por natureza dada a sua técnica individual, logo não mostrou grandes hesitações quando foi questionado sobre as melhores qualidades de Lazar Markovic. “As suas maiores virtudes são a capacidade de driblar, a velocidade e a rapidez de reação”, defende o atual presidente da Federação de Futebol do Montenegro, que antevê um futuro brilhante para o jovem internacional sérvio: “O Markovic tem todas as características que o futebol moderno exige a um jogador. É um futebolista tecnicista, rápido e um bom driblador por isso resolve facilmente no um contra um”.
“O Génio” preside à federação
Dejan Savicevic, hoje líder da Federação do Montenegro, foi uma das principais referências do futebol europeu na década de 90. O médio-ofensivo, que se iniciou no Buducnost Titogrado, viria a destacar-se no Estrela Vermelha que, surpreendentemente, conquistou a Taça dos Campeões Europeus em 1991, numa final frente ao Marselha. Os jugoslavos ainda se sagraram campeões mundiais ao derrotarem o Colo Colo, do Chile, por 3-0.
O sucesso abriu-lhe as portas do Milan, clube que comprou o seu passe em 1992, e lhe permitiu uma maior visibilidade. Em Itália ajudou a equipa a conquistar três campeonatos (92/93, 93/94 e 95/96), uma Supertaça Europeia (1994) e uma Liga dos Campeões fruto de uma goleada frente ao Barcelona (4-0). Em Milão, o seu futebol de fino recorte técnico valeu-lhe mesmo a alcunha de “O Génio”. Muito fustigado pelas lesões, Savicevic voltou ao Estrela Vermelha em 1999, mas viria ainda a representar o Rapid Viena antes do adeus aos relvados.
Em 2001 assumiu o cargo da seleção da Jugoslávia, que em 2003 passou a designar-se Sérvia e Montenegro. No ano seguinte foi eleito presidente da Federação do Montenegro, cargo que, passados 10 anos, ainda ocupa aos 47 anos.
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