Dez trunfos do Benfica: Lenglet, um central que é oficial e cavalheiro
Compensa com classe a agressividade que lhe falta (e sobrava a Otamendi). Dono de um notável pé esquerdo, com ele a bola sai limpa de trás
Seguir Autor:
Mal chegou à equipa principal do Nancy confirmou logo a precocidade do temperamento adulto e responsável que sempre manifestara nas camadas jovens. Foi capitão de equipa aos 19 anos, porque lhe atribuíam as virtudes de liderança, inteligência tática e de um pé esquerdo sublime para quem atua em zonas tão recuadas do terreno. A base do jogador que cumpriu uma carreira ao mais alto nível do futebol europeu, com quatro anos no Barcelona e dois no Atlético Madrid, foi essa: ser um central com qualidades de oficial e cavalheiro, que recusa grosserias e prefere a elevação, mesmo numa tarefa que exige o recurso a alguma contundência de choques. No fim de contas, é um defesa-central cuja classe compensa a falta de agressividade manifestada em algumas situações. Será uma questão de hábito, para uma plateia habituada ao vigor de Nico Otamendi, que seguiu para outras paragens, ao cabo de seis épocas na Luz