Di María preocupado com onda de violência em Rosário

Cidade onde nasceu o extremo está paralisada após homicícios ligados ao tráfico de droga

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Ángel di María está preocupado com o estado atual da cidade de Rosário, onde nasceu há 36 anos e à qual planeia regressar no final da época para terminar a carreira no Central. "Pedimos paz para a cidade de Rosário", escreveu o argentino como legenda de uma foto a preto e branco no Instagram. Com a maior taxa de homicídios da Argentina, Rosário amanheceu esta segunda-feira totalmente paralisada como reação aos assassinatos a sangue frio provocados por fações ligadas ao tráfico de droga ocorridos na semana passada.

Após a morte de dois taxistas, um motorista de autocarro e um estafeta, trabalhadores de diversos setores de atividade decidiram parar para protestar. As aulas foram suspensas, bem como a circulação dos transportes públicos e os postos de combustível só estão abertos de dia, encerrando no período noturno por questões de segurança. Os moradores vieram em massa para as ruas protestar de forma bem audível com panelas de forma a alertar para a onda de violência que assola Rosário, apelidada de "realmente gravíssima" pela Associação dos Magistrados da província de Santa Fé.

Na última terça-feira, o taxista Héctor Figueroa, de 53 anos, que levava um passageiro no banco dianteiro, foi assassinado com vários disparos na cabeça por uma terceira pessoa, que disparou pela janela, do lado de fora do veículo. No dia seguinte, o taxista Diego Alejandro Celentano, de 32 anos, também morreu por disparos de dois criminosos. No último sábado, o estafeta Bruno, de 25 anos, foi assassinado a tiro dentro de um posto de gasolina. O criminoso aproximou-se, disparou e saiu a correr, sem que a vítima tivesse qualquer possibilidade de reação. A situação é tão complexa que, segundo a imprensa local, uma prisão e uma delegacia também foram baleadas por criminosos nos últimos dias.

Confrontados com os episódios de violência, o governo argentino e o da província de Santa Fé, onde se situa Rosário, formaram um Comitê de Crise. Javier Milei autorizou o uso das Forças Armadas para apoiar a segurança interna da cidade e a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, informou que todos os crimes cometidos nas ruas serão classificados como "atos de terrorismo".

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