No último jogo, Trubin ouviu alguns assobios durante a fase de construção. Sente que a sua mensagem ficou entregue aos adeptos? O jogador ficou incomodado? Renato está perto de voltar?
"O Renato ainda não sabemos ao certo. Nem o Renato, nem o Tiago Gouveia. Sobre a sua questão, o mais importante foi a maturidade do jogador, de entender o que o jogo precisava. Há uma estratégia para cada jogo e temos que a interpretar da melhor maneira. Vou recordar o exemplo do Feyenoord. Pretendíamos controlar o jogo com bola e fizemo-lo bem a partir dos nossos guarda-redes, e há uma bola em que tentámos sair longo, a bola fica curta, o Feyenoord recupera e em dois passes está na nossa área. Aprendemos muito com isso. Perceber em que circunstâncias saímos curto e longo. Isto é sempre em função da forma como o adversário pressiona. O Vitória, muito bem, instalou-se na frente. E nós entendemos que, quando a bola estivesse no guarda-redes, eles não iam sair na pressão. Então o Trubin tinha de ter calma e esperar. O Vitória a perder, depois de esperar uns segundos, iria sair na pressão do guarda-redes. E aí iríamos encontrar o jogador livre. O importante é os jogadores perceberem o que têm de fazer a cada momento, temos trabalhado muito isso. O que também foi importante foi o apoio à equipa, que correspondeu. Fez um grande jogo e uniu-se. Foi o jogo, desde que cá estou, em que a equipa mais correu. Vimos o Nico no chão e a cortar a bola de cabeça... Foi um grande jogo da equipa. Perceber o que cada momento pedia. E o mais importante foi, num jogo difícil, ter juntado os três pontos. Vão ser muito importantes no futuro".
E termina a conferência.
