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Técnico do Benfica analisa vitória em casa do Estrela

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23:19 há 1 minutos

«Fica aqui um espírito enorme de uma equipa que nunca se vergou»

Contava que a equipa já estivesse mais madura nesta fase e que não sofresse desse mal de perder um bocadinho as rédeas do jogo? Na fase em que foi na segunda parte, logo no início sofre o golo, depois de todo o sofrimento que foi para ir atrás, teve que ir para mais. E se isto também tem um bocadinho a ver com o facto de o Benfica nesta semana ter tido uma semana muito preenchida: há desgaste físico, há desgaste mental? E só para terminar: o facto da lesão do Aursnes levou a ter que mudar um bocadinho a estratégia e aquilo que tinha preparado para esta partida?

"Sim. Em relação ao Fredrik, a lesão do Fredrik não alterou [a estratégia]. E há que realçar — pelo menos durante 50, 55, 60 minutos, depois o jogo tornou-se tão completamente diferente que é difícil fazer uma avaliação daquilo que foi a prestação do Sudakov —, mas na primeira parte uma muito boa exibição do Sudakov: sempre equilibrado, sempre a pausar o jogo quando tinha que pausar, sempre a incorporar-se no nosso triângulo no corredor direito quando tinha que o fazer. Uma exibição bem positiva do Sudakov até àquele momento.

Depois nós perdemos um pouco o controlo, mas foi de uma forma geral. É difícil dizer um ou outro jogador que tenha conseguido aguentar aquilo que era o equilíbrio emocional que nós devíamos ter tido. É uma questão coletiva, como é lógico. Mas até lá o Sudakov foi fazendo, e bem, o seu papel, portanto, em relação àquilo que era a estratégia, com o Fredrik ou sem o Fredrik não alterou absolutamente nada.

O que me perguntou em relação ao desgaste: poderá haver, pode ter sido, mas essa é a desculpa mais fácil e eu, como treinador, não irei por aí com certeza. Quando estivermos todos juntos — infelizmente não vamos já estar todos juntos na próxima terça ou quarta-feira, porque seria importante estarmos para analisarmos claramente este jogo... Porque este jogo tem uma coisa boa, que são três pontos. E ainda bem que acontecem este tipo de problemas quando se conseguem os três pontos, porque nos vai permitir analisar e os pontos não nos escorregaram pelas mãos quando estiveram nessa mão durante toda a primeira parte. Vai ser muito importante para nós, porque temos de dar passos em frente e aprender rápido com algumas situações que aconteceram no jogo. Não estamos a falar aqui de uma grande transformação tática do Estrela que nós depois não conseguíssemos encaixar ou algo do género; partiu muito mais de nós. E nós temos de dar passos em frente nesse aspeto.

Se eu esperava que já tivessem resolvido ou não: ao longo da época vão-nos aparecendo questões para as quais temos de estar preparados, mas que por vezes não... Como vos disse, com a primeira parte que fizemos era impossível prever o que nos aconteceu na segunda parte. Não é por cometermos um erro e sofrermos um golo que o jogo tem de mudar completamente e que nós temos de perder coisas que são muito importantes e fundamentais na nossa forma de jogar.

Portanto, aconteceu, há que analisar, há que ver. Torno a referir: fica aqui um espírito enorme de uma equipa que nunca se vergou — como é a nossa obrigação —, mas que nunca se vergou e por isso fomos capazes de ir atrás e fazer um golo nos últimos minutos. Muito importante para nós.

Falou do desgaste: são muitos jogos de seguida, mas temos feito alguma rotação, portanto não quero ir pela desculpa fácil do desgaste. Alguns jogadores sim, mas nem todos. É óbvio que jogar de segunda a domingo traz um desgaste muito grande; não é jogar de domingo a domingo ou de sábado a domingo. Vamos perceber também como é que está o Tomás [Araújo], se não é uma baixa para nós.

Mas há um aspeto muito importante, e eu disse-vos isto: nós só tínhamos uma solução, que era continuar a ganhar jogos. Esta é a mentalidade que se tem de ter neste clube: os oito jogos que tínhamos até à paragem seguinte, tínhamos de os ganhar. E por isso mesmo tenho de dar os parabéns a este grupo de trabalho, porque conseguimos fazê-lo. Foram oito jogos de uma paragem à outra em que ganhámos os oito. Fica um sinal claro de uma mentalidade muito grande deste grupo, com uma segunda parte fora daquilo que tem sido normal para nós e do nível que podemos apresentar"

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23:09 há 11 minutos

»O jogo ficou uma emoção, ficou com tudo aquilo que os adeptos gostam, mas eu sinceramente não gostei de nada»

Análise
"Jogo difícil e sinceramente nós esperávamos... É um cliché no futebol, mas é verdade: com duas partes completamente distintas. Na primeira parte fomos o Benfica. Fomos uma equipa praticamente com tudo aquilo que tínhamos planeado para o jogo e que tem sido a nossa imagem: a controlar o jogo a maioria das vezes com bola, muitas vezes — para não dizer quase sempre — em meio-campo ofensivo. Conseguimos transportar o jogo para perto da área do Estrela, fazemos um excelente golo e temos mais oportunidades para marcar também. O Estrela tem uma aproximação à nossa baliza quase durante toda a primeira parte e nada mais, porque nós conseguimos, com bola, ser uma equipa adulta e capaz, à imagem do que temos sido.

E, sem nada que eu previsse, sinceramente, nós na segunda parte fomos completamente o contrário. Não queremos tirar mérito ao Estrela, porque naturalmente o Estrela terá o seu mérito, mas olhando para nós — que é o que é importante —, nós perdemos princípios básicos da nossa organização com e sem bola que não podemos perder, porque senão corremos riscos grandes. E essa é que é a verdade: na forma como sofremos o primeiro golo e a forma como, depois disso — mesmo sofrendo um golo que não podemos sofrer a este nível —, cada vez que perdíamos a bola era praticamente a transição do Estrela.

Nós não podemos perder o equilíbrio emocional, nós não podemos perder as bases de uma forma de jogar que nós queremos para a nossa equipa. Foi um pouco isso que aconteceu durante toda a segunda parte. O jogo ficou uma emoção, ficou com tudo aquilo que os adeptos gostam, que as pessoas gostam de ver, mas eu sinceramente não gostei de nada.

Gostei de uma coisa — e fica aqui, dei os parabéns aos jogadores por isso mesmo —: pelo espírito, pela atitude, pelo querer sempre mais e ir à procura quando os três pontos nos estavam a fugir. Nós fomos à procura, mas metemos emoção a mais e pouca cabeça naquilo que foi a segunda parte.

Portanto, são três pontos, mas fica uma grande lição para nós: se há algo que nós temos de ter sempre como equipa é um equilíbrio emocional muito grande, porque isso nos dá tudo aquilo de que precisamos para controlar os jogos e para sermos uma equipa. Durante 45 minutos, na primeira parte, fomos uma equipa a sério novamente, num campo difícil e num terreno difícil. Por isso mesmo, são três pontos fundamentais para nós. Grande espírito que os jogadores mostraram até ao fim, sempre com o querer, no risco total — nos últimos cinco, dez minutos já foi no risco total —, o que não teria sido necessário se nós tivéssemos feito as coisas de forma diferente até lá."

23:07 há 13 minutos

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