A garantia aos adeptos, o lance contra o Sporting que faria toda a diferença e o ruído que "faz parte": o que disse Schmidt

Treinador do Benfica em antevisão ao jogo com o Famalicão, marcado para domingo às 20h30

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• Foto: Pedro Catarino
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Roger Schmidt fez este sábado a antevisão ao jogo com o Famalicão, marcado para domingo às 20h30.

Que tipo de dificuldades espera no jogo de amanhã frente ao Famalicão?

"Em primeiro lugar, tivemos uma boa semana. Foi a primeira vez que conseguimos treinar durante vários dias consecutivos. Temos conseguido demonstrar que estamos em boa forma fisicamente e taticamente. Amanhã queremos fazer um bom jogo e vencer. Sabemos que nem sempre é fácil jogar contra o Famalicão, é uma equipa jovem e com qualidade. Estamos prontos para jogar um jogo de topo e é esse o nosso foco principal".

Já admitiu que o título está muito difícil. Isso pode acelerar uma provável saída sua, até numa altura em que se fala do interesse do Bayern. Isso seria interessante para si?

"Vocês podem usar a minha declaração na última conferência de imprensa, ou o que disse quando renovei. Para mim, continua tudo claro. Vou permanecer no Benfica até 2026 e é por isso que renovei o contrato. Sinto que tenho um grande desafio aqui em Portugal. Fizemos uma boa época, fomos bons para vencermos o campeonato. Quem analisa a situação do Benfica há dois anos, percebe a diferença. Vejo muito potencial nos próximos dois anos para continuar a desenvolver os jogadores e foi isso que disse há duas semanas. Nada mudou".

Olhando para a próxima época, o que o está a deixar mais entusiasmado? Há alguma coisa que dependa destes últimos três jogos na preparação para a próxima?

"Temos de dar tudo na presente temporada, mas é evidente que preciso de tomar boas decisões para a próxima. O mais importante agora é termos o melhor plantel possível. Cada nova época é uma oportunidade para tirarmos proveito do mercado. Às vezes temos jogadores descontentes e que querem sair do clube, e isto dá-nos uma oportunidade de trazer novas energias. Temos uma boa mistura de jogadores jovens, que transitaram da formação. Outros, mais experientes. Para mim, isso é excelente porque nos permite ter potencial para desenvolver o plantel e atingir um equilíbrio, tendo diferentes opções para a equipa. Continuo a acreditar que estamos a fazer uma boa época mas não conseguimos aproveitar as oportunidades de golo que tivemos. Queremos melhorar isso e é esse o nosso foco. Temos que ver quem vai optar por deixar o Benfica e depois analisar quem achamos que se vai juntar ao plantel".

Já deixou claro que o seu objetivo é ficar no Benfica. Recebeu algum convite ou abordagem de outro clube que gostasse de contar consigo?

"Quantas vezes tenho de responder a essa pergunta? Eu não estou no mercado, tenho um emprego no Benfica e adoro-o. Não quero ser convidado por rigorosamente ninguém. A minha situação está clara".

Já teve alguma conversa com Rui Costa para perceber se o Benfica também quer que fique na próxima temporada?

"Acho que também já respondi a essa pergunta. Já falei da minha relação com o presidente, é uma relação baseada na honestidade e na confiança. Falamos de forma natural sobre tudo. Este clube é muito exigente, não só para jogadores, como para treinadores e presidente. Não ligamos ao ruído que vem de fora. Faz parte da nossa responsabilidade no Benfica lidar com o ruído. Não importa o número de vezes que um artigo menciona que o ambiente no Benfica é negativo. Não é. Provavelmente não seremos campeões, mas temos analisado o desenvolvimento dos jogadores e é impossível mudar tudo num curto espaço de tempo. Tudo está em desenvolvimento e é esse o nosso foco, independentemente do ruído que acontece fora do clube. Isto não retrata a verdade".

Sente que tem o apoio dos adeptos do Benfica. Acha que eles querem que fique?

"Já respondi a todas essas perguntas na última conferência de imprensa. É verdade que notei uma onda negativa de alguns adeptos, mas para mim o mais importante é a maioria dos benfiquistas. Percebo que estejam desapontados pela situação no campeonato, mas acho que a grande maioria dos benfiquistas percebe o desenvolvimento que o clube tem tido. Sinto o apoio deles".

Como avaliaria a época do Benfica numa escala de muito má a muito boa?

"Para mim é difícil. Quando treinamos um clube como o Benfica, claro que os títulos são o mais importante. Vencemos um título no início da época, o ano passado fomos campeões... Estávamos preparados para vencer com mais frequência, mas agora estamos numa situação em que há uma diferença de 5 pontos. Contra o Sporting, o David Neres passou pelo guarda-redes e o Coates conseguiu fazer um corte importante. Se esse lance desse golo, faria toda a diferença. O que quero transmitir é que foi uma época extremamente equilibrada, mas nem sempre marcámos golos. Estivemos muito próximos de vencer o campeonato, mas claro que os títulos é que contam. Como treinador, tenho de analisar o desenvolvimento e o potencial para as próximas épocas. Do ponto de vista futebolístico, tático, o valor dos jogadores, consigo ver várias coisas positivas".

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