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23 julho

Benfica

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Entre a força e a técnica depois de Matic

Aposta no médio ex-Olympiacos representa regresso ao estilo de Javi; especialistas admitem Amorim...

Entre a força e a técnica depois de Matic
Entre a força e a técnica depois de Matic
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Nemanja Matic está de saída para o Chelsea, deixando em aberto um lugar no meio-campo dos encarnados. Para o lugar do camisola 21, Jorge Jesus tem Fejsa na manga, contratado ainda no mercado de verão ao Olympiacos. Esta solução é subscrita por especialistas ouvidos por Record, admitam outra possibilidade: Ruben Amorim. Em causa está a escolha entre a força e a técnica.

Zoran Filipovic, Lujbinko Drulovic e Vítor Paneira concordam que o internacional sérvio que está de partida para Londres é um jogador difícil de substituir, considerando as suas características. Os antigos jogadores do Benfica, hoje treinadores, destacam que Matic não só desempenha bem as funções defensivas, como é uma mais-valia nos movimentos ofensivos e nos lances de bola parada, o que lhe tem permitido marcar golos.

Matic já era pretendido no verão, mas Luís Filipe Vieira resistiu às ofertas que chegaram, uma vez que queria arrecadar uma verba próxima da cláusula de rescisão (50 milhões de euros). Isto permitiu a Fejsa ganhar tempo na adaptação aos encarnados. “Sem ter a mesma qualidade de Matic, Fejsa também dá garantias. É um jogador que pode conferir consistência e força física ao meio-campo”, assinala Filipovic, antigo avançado e adjunto das águias.

Para Paneira, a aposta no sérvio contratado ao Olympiacos representará um regresso ao estilo anterior, quando Javi García, transferido para o Manchester City no início da temporada 2011/12, atuava à frente da defesa. “Fejsa é mais parecido com Javi García, considerando que Matic recupera e constrói”, adianta o antigo extremo português.

Polivalência

Neste sentido entra o nome de Amorim. “É um jogador que está mais familiarizado com o Benfica e o futebol português. Como se costuma dizer, conhece os cantos à casa. E também tem técnica”, sustenta Drulovic, antigo extremo que também representou o FC Porto. Já Paneira destaca que o internacional português “é mais polivalente” e aproxima-se mais das características de Matic. Contudo, ressalva Paneira, “é mais um 8”, pelo que pode assumir o papel do camisola 21.

PRÓS E CONTRAS

Fejsa

Dá mais consistência e força física ao meio-campo, como destaca Filipovic; também oferece garantias no jogo aéreo

Em contraponto com Matic, o futebolista contratado ao Olympiacos é mais defensivo, não participando nas movimentações ofensivas; o camisola 21, além de recuperar bolas, também constrói e participa em lances ofensivos

Esta limitação deixa em Enzo Pérez toda a responsabilidade de construção no meio-campo

Ruben Amorim

É um jogador mais familiarizado com o Benfica e o futebol português. “Conhece os cantos à casa”, assinala Drulovic, lembrando que também tem técnica

É polivalente, lembra Paneira, embora as suas características se aproximem mais de um 8; pode ajudar Enzo a construir

Perde para Fejsa em altura e na capacidade física. Matic, salienta Paneira, é um elemento forte nos duelos individuais

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