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Os custos de cada obra e os prazos de execução divulgados pelo candidato
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Martim Mayer, líder da lista B candidata às eleições do Benfica, apresentou esta quarta-feira os três projetos com que pretende renovar o património da águias: expansão do Estádio da Luz, construção de um campus para as modalidades e ampliação do Seixal. Numa apresentação à imprensa, em Lisboa, o empresário, de 51 anos, explicou que a área das infraestruturas "é um de quatro pilares importantíssimos" do seu programa, juntamente com as de "atletas, conhecimento e competição".
"A infraestrutura traz jogadores e conhecimento e permite competição. Logo, é a base de todo o sucesso de um clube", sublinhou, revelando que o investimento total ultrapassa os 200 milhões de euros. "O Benfica não precisa de nenhum parceiro financeiro para isto. Já estamos a trabalhar com algumas entidades e o Benfica terá toda a capacidade para avançar para as estas iniciativas, sem que isto represente um esforço por aí além para o clube", afirmou o candidato.
Afirmando que pretende privilegiar atletas e sócios com estes projetos, Mayer sustentou tratar-se de um investimento realista. "É importante relacionar esta capacidade de investimento com o equilíbrio financeiro do clube e saber quais são as soluções financeiras que o clube tem para poder dar estes passos, por forma a que eles sejam sempre sustentáveis. Por isso é que também tenho dito que a SAD do Benfica não pode valer 140 milhões de euros em Bolsa. Pelo contrário, tem todas as capacidades de, a muito breve trecho, com uma estratégia bem definida e bem executada pelas pessoas certas, almejar a chegar aos 1000 milhões de euros de capitalização bolsista.”
Expansão do Estádio da Luz
Com um custo estimado de 100 milhões de euros, verba "amortizada em 10 anos", prevê o aumento da lotação para 83 mil lugares, a criação de 10 novas áreas de hospitalidade, a reformulação da cobertura, o reforço estrutural, a atualização de planos de emergência e segurança, a construção de quatro novas torres de vomitório exterior, a dinamização das áreas perimetrais e a modernização da fachada, apesar das "limitações de luminosidade", face à proximidade da Segunda Circular.
Com o objetivo de reduzir a lista de espera de red pass e gerar receitas adicionais de cerca de 33 M€ por ano, o projeto tem a participação da CBRE, que trabalhou com Manchester City, Barcelona e Valencia. De acordo com o candidato, o aumento da capacidade demorará 26 meses, numa obra bancada a bancada, sem que haja em interrupção dos jogos, embora a conclusão de todo o processo precise de três anos e meio.
"O estádio estará obviamente pronto para o Mundial [de 2030]. Ainda ontem dei entrevistas a vários meios de comunicação espanhóis e franceses e todos fizeram essa pergunta. O Estádio da Luz vai candidatar-se à final do Mundial. Obviamente que coloquei reservas, disse que tenho muita vontade em ganhar as eleições e, se assim for, começarei a trabalhar para que isso possa acontecer, porque a capacidade do Estádio da Luz, com 83 mil lugares, permite que nos candidatemos a isso", afirmou o gestor, ambicionando: "Fazendo este aumento, voltamos a estar no top 3 dos estádios europeus de futebol."
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É uma obra a construir de raiz. O candidato disse que precisa de um terreno de 25 hectares, preferencialmente plano, para não atrasar a construção, nem aumentar o custo. Serão feitas consultas aos municípios próximos da capital, como Loures, Amadora e Oeiras, para se perceber onde poderá ser localizado. O custo estimado é de 69 M€ e o prazo de execução de 26 meses.
O projeto prevê a construção de pavilhões para andebol (3), basquetebol (4), futsal (3), hóquei em patins (2), voleibol (2), desportos de combate (1) e ginástica (1), uma piscina piscina olímpica para natação, uma piscina para pólo aquático, campos para râguebi (2) e um complexo exterior para atletismo.
Está ainda pensada uma zona residencial com 200 quartos, 100 estúdios e 100 apartamentos T1/T2 para os atletas. "Temos que incorporar esta componente residencial no campo das modalidades, é incontornável", justificou Mayer, lembrando a situação atual do alojamento dos atletas: "Obviamente que o Benfica relacionar-se com 600 senhorios é uma grande confusão." Neste sentido, a candidatura 'Benfica no Sangue' estima uma poupança anual entre 6 M€ a 8 M€ em alugueres e alojamentos externos.
Expansão do Benfica Campus do Seixal
Orçamentada em 49,2 M€ e um prazo de execução estimado em dois anos, é outra das obras consideradas fundamentais pela lista liderada pelo neto do antigo presidente Borges Coutinho. Contempla quatro novos campos sintéticos de treino, a expansão do centro de reabilitação com piscina de fisioterapia e um estádio para o futebol feminino até 10 mil lugares. "Vamos criar um inferno da Luz feminino dentro do Seixal", prometeu.
Adicionalmente, Mayer pretende erguer um colégio internacional, com capacidade para 600 a 1000 alunos, estabelecendo uma parceria na área do ensino, e um novo edifício residencial com 200 estúdios e alojamento para receber as famílias dos atletas.
"É imperativo avançar com o Seixal", fez notar, chamando a atenção para a concorrência: "O Braga tem, hoje em dia, uma formação que compete com a do Benfica. Tem uma proposta para os miúdos e, portanto, ou continuamos à frente de todos ou então não vamos continuar a ter o mesmo sucesso a trazer jogadores da formação que tivemos nas últimas décadas", alertou.
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