Estrangeiros contratados por Vale são quase o dobro dos portugueses

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OS JOGADORES estrangeiros contratados pelo Benfica, desde a eleição de João Vale e Azevedo, são quase o dobro dos portugueses. Curiosamente, foi no decorrer desta temporada que a diferença se tornou mais notória.

Face à dificuldade cada vez maior de encontrar, no mercado, jogadores portugueses de qualidade e, acima de tudo, a preços acessíveis, os estrangeiros contratados com o aval do presidente e do actual treinador foram o triplo dos nacionais, precisamente nove contra três.

Aliás, neste último período de inscrições, segunda-feira encerrado, a média manteve-se. Depois de garantidos os concursos de Machairidis, Uribe e Sabry, foi a vez de João Tomás chegar à Luz, precisamente no mesmo dia em que Caju assinou pelo FC Porto, sucedendo a Cândido Costa e Clayton, e depois de o Sporting ter inscrito o português Afonso Martins e os estrangeiros Mbo Mpenza, César Prates, André Cruz e Spehar.

Tais factos levaram Vale e Azevedo a acentuar a preferência pelo produto nacional: ”Numa altura em que especialmente os outros dois grandes optam por contratar estrangeiros, nós demonstramos que somos diferentes”, disse. Esta época não constitui, assim, o melhor exemplo. Na temporada passada, todavia, os encarnados contrataram efectivamente mais jogadores portugueses que estrangeiros, se considerarmos o caso de Hugo Cunha, emprestado antes do estágio, e não contando com Oleg Luhzny. O ucraniano chegou a assinar pelo Benfica, mas o vínculo perdeu validade, pois não foram cumpridas as exigências do Dínamo de Kiev.

Em 98/99, em que, curiosamente, todos os reforços mereceram o aval de Souness, o Benfica foi buscar seis portugueses e cinco estrangeiros. Mas este grupo de jogadores nacionais ficou reduzido a menos de metade, dadas as cedências de Nandinho, Porfírio, Hugo Cunha e Marco Freitas no decorrer da época.

Esta tendência foi notória, aliás, nos primeiros meses do mandato de João Vale e Azevedo. Nos dois períodos de inscrições (Dezembro de 97 e Março de 98), os encarnados contrataram quatro estrangeiros (Amaral, Kandaurov, Poborsky e Brian Deane) e apenas um português, o ex-salgueirista Luís Carlos, recomendado por António Simões e Nelo Vingada.

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