Estreia no Sítio da Choupana

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Na história dos dez confrontos entre Benfica e Nacional da Madeira, contada entre os anos de 1936 e 1991, o Estádio Engenheiro Rui Alves, no Sítio da Choupana, nunca foi o palco utilizado. Isto porque só foi inaugurado há dois anos, a 27 de Agosto de 2000.

Quando os embates se disputaram na Pérola do Atlântico, os Barreiros foram sempre o destino. Agora, na quarta temporada no escalão máximo do nosso futebol, o Nacional recebe o Benfica mesmo na sua "casa", depois de se terem procedido a todas as obras necessárias, consoante as exigências da Liga.

Um dos factos que causa, por vezes, alguma impressão aos jogadores, é o muro que circunda o recinto. Como disse Jesualdo Ferreira, os jogadores podem acabar por ter pontos de referência diferentes daquilo a que estão habituados.

Maior que Antas e Alvalade

Inaugurado a 27 de Agosto de 2000, o Estádio Engenheiro Rui Alves é o mais pequeno de todos os 18 recintos da SuperLiga, tendo capacidade para apenas três mil espectadores.

Quanto às dimensões do relvado, não podem existir grandes queixas, umas vez que, ao apresentar 105 metros de comprimento por 69 de largura é, por exemplo, maior que os palcos do FC Porto e Sporting (105x68) e do Sporting de Braga (104x65).

A casa do Nacional da Madeira está localizada no Sítio da Choupana, bem no alto e, por vezes, devido ao nevoeiro, quem está no Funchal consegue apenas ver um ligeiro clarão originado pela iluminação. Isto mesmo em jogos disputados durante a tarde (com a neblusidade, a luz do dia não é muita lá em cima).

Sabry: «É mais ou menos como jogar em Aveiro»

Sabry, ex-jogador do Benfica que está no Marítimo, já jogou esta temporada no Estádio Engenheiro Rui Alves. Para o esquerdino, as condições existentes não são difíceis, pelo menos tendo em conta o que se passa no resto do País. "O estádio é pequeno mas não há qualquer problema. O ambiente também não é de grande pressão, porque não existe capacidade para muitos espectadores. No geral, é mais ou menos como jogar em Aveiro, no Mário Duarte. Em relação ao muro, a adaptação é fácil."

Geraldo: «Adeptos não deixam dar indicações»

Geraldo, jogador do Benfica emprestado ao Gil Vicente, também já jogou este ano no recinto do Nacional. O defesa não encontrou adversidades. "O jogo que lá fiz decorreu normalmente. Quando estamos em campo, concentrados na partida, não prestamos atenção a essas questões, como o muro, que até está bem distante da linha. Quanto ao relvado, é bom. O único problema é que, atrás do banco dos visitantes, estão lá uns adeptos barulhentos que não deixam ouvir as indicações do treinador."

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