Guilherme Muller: «O Benfica forma jogadores para chegarem à equipa A, não para vender»

Diretor-geral do Benfica Campus presente na conferência Bola Branca, da Rádio Renascença

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Guilherme Müller, diretor-geral do Benfica Campus
Guilherme Müller, diretor-geral do Benfica Campus • Foto: Benfica
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O diretor-geral do Benfica Campus, Guilherme Muller, reforçou esta quinta-feira, na conferência Bola Branca da Rádio Renascença, que há "muito talento" no Seixal... mas não só. "O jogador português e a qualidade da formação deve estar ao nível da cortiça e do vinho e temos todos obrigação de tratar um bocadinho melhor este produto", começou por afirmar.

Sublinhando a evolução da formação dos encarnados nos últimos 15 anos, garante haver uma maior integração e utilização dos jovens jogadores encarnados na equipa A: "Há uma média superior aos concorrentes europeus de aproveitamento dos jovens formados. O Benfica tem tido muitos desses nos últimos 10 anos que acabaram por dar muito rendimento desportivo e financeiro", aponta.

E a retenção dos talentos? "Até quando? É uma pergunta mais difícil. O mercado português não é igual aos estrangeiros. Os clubes têm de vender para alimentar projetos desportivos. A muita qualidade de jogadores formados cá tem sido muito apetecível... Mas o Benfica forma os jogadores para chegarem à equipa A, não forma para vender. Tentamos que a maioria dos nossos jogadores cheguem ao fim do processo formativo na equipa B".

Conseguirá Guilherme Muller revelar a sua aposta de quem possa em breve subir às manchetes vindo da formação do Benfica? Difícil... "Temos muitos jogadores com muito talento, com uma idade muito jovem e sujeitos a estímulos muito intensos e que, num curtíssimo espaço de tempo, vão ter oportunidade de ver estrelas a aparecer".

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