Humberto Coelho: «PSG estava numa fase embrionária»
No entanto, Humberto Coelho, de 63 anos, salienta que, quando chegou à capital francesa, organização era algo que não abundava naqueles lados...
Antigo defesa-central, internacional português por 64 ocasiões, Humberto Coelho mudou-se para o Paris Saint-Germain no início da época de 1975/76. Naquela altura, o agora dirigente da Federação Portuguesa de Futebol era cobiçado pelo atual campeão francês, mas também pelo Atlético Madrid. À conversa com Record, Humberto Coelho recorda que uma ida da Seleção Nacional a terras gaulesas foi decisiva para a mudança.
“Reuni-me num hotel em Versalhes com um empresário e o então presidente, Daniel Hechter, e o vice-presidente. Aí acertámos tudo. Aconteceu depois de um jogo da Seleção Nacional, em que vencemos a França por 2-0 [n.d.r. partida disputada em Colombes, a 26 de abril de 1975]”, conta, mostrando-se satisfeito com a decisão que tomou: “Não me arrependo nada de ter ido para lá.”
Atualmente, o Paris Saint-Germain, atual campeão francês, é um dos clubes mais ricos da Europa, com craques como Ibrahimovic, Lucas Moura ou Cavani no plantel. No entanto, Humberto Coelho, de 63 anos, salienta que, quando chegou a Paris, organização era algo que não abundava naqueles lados... “Recordo-me de que o clube ainda estava numa fase muito embrionária. Não havia a organização que existe hoje. A equipa era nova e muito inexperiente, mas pode dizer-se que foi o início do Paris Saint-Germain que conhecemos atualmente. É bom poder ter acompanhado o crescimento de um clube que se tornou naquilo que é hoje.”
Apoio
Quem também passou pelo emblema parisiense foi Artur Jorge. No entanto, apenas como técnico, entre 1991 e 1994. “Naquela altura, o Paris Saint-Germain não tinha uma grande equipa. Agora são extraordinários. Não se percebia por que motivo uma cidade tão grande como Paris não tinha um grande clube de futebol. Presentemente, passo a passo, estão a crescer a olhos vistos. É um clube que tem muito dinheiro para gastar e, desta forma, em breve será um dos melhores da Europa”, sublinha o ex-avançado, de 67 anos, recordando que as águias terão o apoio de milhares de emigrantes: “O público parisiense é muito bom, apoia bastante as equipas. Mas o Benfica também terá muitos portugueses a apoiar no estádio. Os emigrantes têm sempre muita vontade de marcar presença.”